Que as cores têm poder, isso já é sabido. Que tal então utilizar os seus benefícios para melhorar o astral da casa e da família?
Muito além do gosto de cada um, a escolha da cor que será aplicada nas paredes de um ambiente deve levar em conta as atividades que serão desenvolvidas ali, bem como suas dimensões, condições de iluminação, calor e, claro, a personalidade de seus ocupantes.
Segundo Paulo Félix, psicólogo, químico especialista em cores e vice-presidente da associação Pró-Cor do Brasil, a preferência por uma cor expressa sentimentos e revela traços da personalidade. Mas não é só: “A cor interfere no ambiente, equilibrando saúde e bem-estar”, afirma.
“Os vermelhos, por exemplo, são associados à libido, e estimulam os planos afetivo e sensual. Mas a exposição prolongada a esta cor pode causar reações impulsivas”, comenta o especialista. Assim, matizes de vermelho são boa pedida para quem quer ter um clima romântico e até erótico em algum espaço da casa.
Já os violáceos lembram intuição e inspiração e são relacionados à purificação dos pensamentos e sentimentos. “Porém, o excesso denota inquietude afetiva”, alerta Paulo Félix. Uma sugestão de uso: o lilás pode favorecer as boas energias em um canto zen, de meditação e auto-conhecimento.
O azul por sua vez, tem poder calmante, podendo proporcionar ambientes frescos e arejados, sendo assim boa opção para os quartos. “Mas é bom lembrar que seus tons fortes e a exposição prolongada despertam distanciamento, melancolia e introversão”, comenta Paulo Félix, que indica os tons escuros em áreas menores da decoração, e não em paredes inteiras.
Já a gama de cinzas é neutra e fria, e exprime atitudes introvertidas. Por outro lado, revela equilíbrio e sofisticação quando aplicado em pequenos detalhes. Mas aí vai um alerta: “O confinamento em ambientes cinzentos induz à depressão de inverno, comum nos países europeus”, revela o psicólogo.
Uma das cores mais adotadas na decoração – porque com ela não há erro e, além disso, garante sensação de amplitude e claridade -, o branco é também a cor da perfeição, pureza e espiritualidade absoluta. Capaz de proporcionar o perfeito equilíbrio, especialmente quando mesclado a outras cores aplicadas em detalhes. “No entanto, o uso excessivo pode expressar uma ideia fixa de limpeza”, avalia Paulo Félix.
O laranja, por outro lado, é sinônimo de energia e vitalidade: cor ideal para manter o pique, criando ambientes alegres. Tradicionalmente, é associado à extroversão e à espontaneidade, por isso é indicada para áreas de convívio social, como a sala de estar, sala de jogos e varandas: locais onde a família realiza suas festas e reuniões.
Relacionado à natureza, o verde traz equilíbrio. É a cor da paz, do descanso e relaxamento. Em geral, também é associada à saúde. E assim como o azul e o rosa, é muito utilizada em quartos de bebês, porque suas tonalidades claras denotam ambientes harmoniosos.
E o poderoso amarelo é universalmente conhecido como a cor da objetividade, capaz de estimular a concentração e o
raciocínio e, por isso, é recomendada para escritórios e salas de estudo. Além disso, denota aspiração e ambição.
Símbolo de aconchego, o marrom e os tons caramelados traduzem perseverança, estabilidade, tradição e continuidade. Amplamente utilizados no interior das residências, proporcionam uma atmosfera aconchegante e suave, por isso são normalmente aplicados na pintura de salas e corredores, sempre em tonalidades claras. “Mas, em excesso, revela sentimentos negativos, como desconfiança”, alerta o psicólogo.
Por fim, o preto é associado à elegância e sofisticação, perfeito para dar o toque final a elementos decorativos. Projetos modernos e ousados sugerem a pintura de uma parede ou até de um ambiente inteiro com esta cor, em quartos, copas e salas. “Mas, cuidado, pois a exposição em excesso a este tom pode levar a um comportamento depressivo”, orienta o especialista.
[IG]





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