Segurança para as mães e um problema para as escolas, os celulares estão cada vez mais invadindo os ambientes educacionais. Os pais querem saber onde os filhos estão, e as escolas tentam manter a disciplina. Segundo a educadora e escritora do Rio de Janeiro, Tânia Zagury, autora do livro Educar sem culpa, muitas instituições estão cedendo aos apelos dos adultos e permitindo a entrada dos filhos com celular. “Mas, na sala de aula, eles têm de estar desligados”, afirma.
Em geral, segundo Tânia, quanto maior o poder econômico dos estudantes, mais pressão os colégios sofrem. As instituições mais tradicionais ainda proíbem o aparelho e tentam mostrar os prejuízos que o celular pode causar ao aprendizado das crianças.
Segundo a educadora, o celular dispersa e, por isso, pode dificultar o aprendizado. “Imagine se, na sala de aula, a cada 10 minutos tocasse o telefone de um aluno porque sua mãe está preocupada com ele. Como fica a classe inteira?”, indaga. Há impacto também no desempenho do professor, cuja explicação é interrompida toda vez que ele ouve um barulho de celular.
Além disso, Tânia admite que os estudos a respeito dos possíveis males que as ondas dos telefones podem ocasionar à saúde ainda não são conclusivos, mas considera que esse é um motivo a mais para retardar o uso de celulares. “Já que ninguém sabe ao certo os resultados, por que não postergar o uso desse aparelho na vida do seu filho? Afinal, até dez anos atrás nós convivíamos perfeitamente bem sem essa tecnologia”, pondera a educadora.















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