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Aspirina reduz a chance de se ter câncer de mama

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Segundo os pesquisadores, o uso regular da aspirina pode reduzir pela metade as chances de reincidência da doença após cinco anos do diagnóstico inicial

Neste momento, milhões de mulheres em todo o mundo podem se considerar sobreviventes do câncer de mama. São pacientes que saíram vitoriosas de um tratamento químico pesado, que causa fortes enjôos, queda de cabelo, fraqueza e indisposição. Mas sobreviver a um câncer de mama é também contar com a possibilidade de sua recorrência. O medo é fundado. Um dos lados mais perversos do câncer de mama é que ele é um dos tumores com mais altas chances de recidiva. Metade das pacientes tratadas volta a desenvolver outros nódulos. Mas esse fato pode estar com os dias contatos. Um estudo americano, realizado por um grupo de pesquisadores da Universidade de Havard, sugere que a aspirina pode reduzir pela metade as chances de uma mulher que completou o tratamento contra o câncer de mama voltar a desenvolver a doença ou de o mal se espalhar por outras partes do corpo.

Segundo o oncologista Fernando Medina da Cunha, diretor científico da Clínica Anália Franco, isso pode acontecer devido a habilidade do medicamento de reduzir a inflamação das células do corpo. “Isso acontece porque a substância ativa da aspirina (ácido acetilsalicílico) fortalece as células sadias, inibindo o crescimento de células cancerosas e diminuindo a capacidade de invasão dessas células para outras partes do corpo”, explica o oncologista.

A pesquisa, que durou 26 anos, monitorou a saúde de 4.164 mulheres que haviam sido diagnosticadas com câncer de mama e tomavam aspiras regularmente e comparou seus quadros clínicos com o de outras pacientes que não tomavam o medicamento. O resultado mostrou que as pacientes que tomaram aspirinas de duas a cinco vezes por semana reduziram em 60% as chances de metástases e em 71% o índice de fatalidades devido ao retorno da doença. Já as que tomavam semanalmente seis ou sete comprimidos reduziram em 43% a probabilidade de o câncer se espalhar e em 64% de morrer.

Os pesquisadores, no entanto, ressaltam que ainda são necessários mais estudos para determinar como a aspirina pode melhorar a sobrevida desses pacientes. “É importante dizer que nenhuma paciente deve substituir o tratamento normal contra a doença pelo uso de aspirina. Além disso, não é recomendável que portadoras da doença passem a tomar aspirina regularmente, sem que seja orientada por um médico, porque a droga tem efeitos colaterais, como o estímulo de sangramentos”, ressalta Medina.

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