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Adolescente com acne é visto como tímido e solitário

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Pesquisa mostra resultados de quanto a doença influencia na percepção desses jovens.

No início da adolescência, o jovem tem contato com uma série de descobertas e dúvidas, é quando ele se percebe menos criança, mas ainda não um adulto. Nessa época, os hormônios estão em ebulição, provocando uma série de mudanças no corpo, algumas delas indesejadas, como a acne, que acomete 80% dos adolescentes. Alguns jovens até encaram o problema com naturalidade, mas outros, retraem-se e mudam de comportamento, deixando de viver o lado divertido de ser adolescente. E como as pessoas se sentem em relação a eles?

Com base nessa questão, a psiquiatra Dra. Eva Ritvo, coautora do livro “The Beauty Precription”, sucesso de vendas em todo os Estados Unidos, desenvolveu, em parceria com American Acne & Rosacea Society (AARS) um estudo sobre a percepção que a sociedade tem dos adolescentes com acne. Com a aplicação de uma metodologia apresentando imagens de jovens de diferentes etnias, com e sem acne, para os pesquisados, os resultados mostram o quanto a doença pode influenciar na percepção e formação da imagem desse indivíduo.

Segundo o levantamento, os adolescentes com acne têm maior probabilidade de serem percebidos como tímidos (39% vs 27%), nerds (31% vs 17%), solitários (23% vs 13% ) e tem menos chances de serem vistos como líderes (29% vs 49%).

Já os adolescentes sem acne são mais comumente percebidos como autoconfiantes (42% vs 25%), felizes (50% vs 35%), divertidos (40% vs 28%) e inteligentes (44% vs 38%), em comparação a adolescentes com acne.

A pesquisa também descobriu que os adolescentes não são os únicos que formam uma primeira impressão com base na acne. Segundo o levantamento, os adultos americanos acreditam que mais de metade (56%) dos adolescentes com acne estão suscetíveis de serem vítimas de constrangimento, em comparação com 29% dos adolescentes sem acne.

Além disso, quando se trata de encontros, os adultos concluem que em um fim de semana comum, adolescentes com acne são mais propensos a permanecer em casa com seus pais do que sair para um encontro, em comparação com adolescentes com pele saudável (58% vs 36%).

“Os resultados desta pesquisa mostram que a acne tem um papel fundamental na forma como a sociedade constitui uma primeira impressão dos adolescentes com base na aparência. O estigma da acne não deve ser esquecido – os pais podem ajudar a diminuir o seu impacto emocional e social nos adolescentes conversando com o médico sobre o tratamento”, explica a Dra. Ritvo, que também atua como vice-presidente e professora associada do Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina de Miller, da Universidade de Miami, EUA.

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