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Harmonia entre misticismo e natureza

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A Chapada dos Veadeiros atrai esotéricos de todos os lugares

Misticismo e aventura atraem turistas a este destino: a Chapada dos Veadeiros. Localizada a 230 quilômetros de Brasília, no norte do cerrado goiano, ela constitui o mais antigo patrimônio geológico da América do Sul. Formada há 1,8 bilhão de anos, é um dos pontos do planeta que reflete a luz do sol com mais intensidade visto do espaço. Isso se deve às suas formações de quartzo, que compõem a geologia da região, relata o site Portal Vital.

A Chapada é atravessada pelo Paralelo 14, o mesmo que corta Macchu Picchu, no Peru. Por isso, os místicos acreditam que lá é um lugar especial e contam fantásticas histórias sobre o local. A crença no poder mágico da região é tanta que, na década de 1980, surgiu o projeto Rumo ao Sol, que desenvolveu áreas para comunidades alternativas – muitas delas adeptas do naturalismo.

A natureza

A Chapada dos Veadeiros envolve os municípios de Teresina de Goiás, Colinas do Sul, Nova Roma, São Gabriel e São João da Aliança. Mas o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros compreende apenas as cidades de Cavalcante e Alto Paraíso de Goiás. Que tal agora conhecer alguns dos pontos turísticos dessa região?

Cachoeiras da Santa Bárbara e Capivara: estão entre as mais visitadas. A paisagem é de tirar o fôlego. Para chegar até Santa Bárbara, você deve percorrer 5 quilômetros de trilhas passando por uma região de vegetação de cerrado. Próximo de lá, dá para fazer uma trilha beirando o Rio Capivara até a cachoeira que leva o nome do rio. Mas atenção: apesar de curta, ela é bem acidentada. A queda d’água tem vários poços onde é possível tomar um agradável banho e apreciar a vista.

Cachoeira da Caberna e Cachoeira dos Dois Saltos, no Vale do Macaquinho

Vale do Macaquinho: a apenas 50 quilômetros de Alto Paraíso, o vale guarda três quedas d’água que merecem a visita, que são o Cânion da Pedra Furada, a Cachoeira da Caverna e a Cachoeira dos Dois Saltos. Nesta última, o vale encontra com o rio Fundão na queda, entrando em um cânion com 40 metros de altura. No caminho para o vale, dê uma parada no mirante do Vão do Paraná. É lá onde a chapada termina com um desnível abrupto de 800 metros de altura.

Raizama: é um circuito de pouco mais de 2 quilômetros, considerado um dos mais belos da Chapada. O nome vem do córrego Raizama que forma uma deliciosa hidromassagem e, em seguida, despenca em um cânion de mais de 100 metros de extensão. Há trechos com mais de 50 metros de profundidade.

Cachoeira de 120 metros de Saltos do Rio Preto

Saltos do Rio Preto: a trilha de cerca de 5 quilômetros passa por minas desativadas de cristal, conhecidas como garimpão. Depois de uma descida de quase 100 metros, é possível ver uma queda d’água de 120 metros de altura. É o Salto 1 do Rio Preto. Adiante, o Salto 2, com 80 metros de queda, tem um poço de água transparente.

Almécegas 1 e 2: são duas cachoeiras no Rio Almécegas, que surgem próximas de Alto Paraíso. A primeira tem cerca de 50 metros de altura. A segunda é um pouco menor, com 15 metros de queda d’água.

Parque Solarion: há duas cachoeiras por lá, a dos Anjos e a dos Arcanjos, que formam piscinas naturais. O acesso até elas é feito em terreno rústico e acidentado, exigindo preparo físico.

Cachoeira dos Cristais: é um bom passeio para quem procura mais descanso do que caminhada. São apenas 200 metros de caminhada até o primeiro poço. Por isso, é ideal para família com crianças ou idosos. A trilha vai descendo e a cada 300 metros surge uma nova cachoeira. Todas são pequenas – variam de 2 a 6 metros de altura – e com pequenos poços para banho.

Cachoeira São Bento: está localizada na Fazenda São Bento, próxima de Alto Paraíso. Na fazenda, são realizados campeonatos de pólo aquático anualmente. A cachoeira é de fácil acesso e tem uma vista linda, caindo numa piscina natural.

Vale da Lua

Vale da Lua: um dos lugares imperdíveis da Chapada por causa da paisagem. Você pode avistar o leito de pedras arredondadas da Serra do Sossego. A paisagem lembra as crateras da lua. Daí vem o nome do local.

Com tantas atrações naturais, você precisa reservar uns dias para ir até lá. É imperdível, místico e tem uma paisagem de tirar o fôlego!

Dicas para os viajantes

* Vacine-se contra a febre amarela 10 dias antes de ir à Chapada.

* Leve roupas leves, tênis confortável e mochila leve para colocar o seu lanche, pois os passeios duram o dia inteiro.

* Na culinária regional, come-se muito o pequi. Se você não conhece esse fruto, fique atento: ele é saboroso, porém, não morda o seu caroço, pois ele é cheio de espinhos.

* Procure conhecer o seu Valdomiro. Ele é uma figura folclórica na região, pois conta várias histórias da Chapada. Também vende doces caseiros.

* Contrate sempre um guia para acompanhá-lo nas viagens.

Quando ir

De maio a setembro, é o período de seca. Os rios estão menos cheios e não há riscos de tromba d’água – comum na região na época das chuvas. Porém, o ar é muito seco e o nível de umidade é comparado ao deserto. Por isso, é importante beber muita água.

De novembro a abril, a paisagem está mais verde e os rios, mais volumosos. Há algumas cachoeiras que só aparecem nessa época do ano.

De maio a junho e de setembro a outubro, a vegetação aflora transformando a paisagem da Chapada.

Para maiores informações acesse: www.chapada.com

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