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Plástica de abdome não emagrece

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E, para se alcançar um resultado harmônico, abdominoplastia deve ser combinada com intervenções nos flancos e no dorso Por dr. Gerson Luiz Julio

No âmbito das cirurgias de modelagem corporal, as intervenções abdominais cumprem um papel muito importante. Isso porque o abdome ocupa grande parte do tronco do corpo humano, dividindo-o com o tórax. Assim, as plásticas de abdome têm função primordial na “escultura” e no formato do corpo, podendo torná-lo mais elegante. Os números comprovam. Na minha clínica, a GLJ, a procura por procedimentos estéticos aumenta em até 70% no inverno, e a abdominoplastia está entre os mais solicitados.

Devemos compreender que a plástica de abdome não serve para emagrecer. Se o paciente apresentar sobrepeso, o acúmulo de gordura não se restringirá à parede abdominal, mas também ao conteúdo intra-abdominal. Nesses casos, o resultado estético ficará prejudicado, porque não existe possibilidade de modelar o abdome – o excesso de gordura intra-abdominal não permite deixar o abdome “negativo” (mais reto ou côncavo). Portanto, pacientes nessa condição devem diminuir seu peso previamente para, depois, se submeter à cirurgia.

Regiões próximas do abdome devem ser consideradas

O abdome sofre com as mudanças corporais: ganhos e perdas de peso, gravidez, vícios de postura corporal, sedentarismo. Devemos imaginar que nós somos seres “circulares”. Portanto, quando pensamos em intervir em um abdome, precisamos imaginar uma unidade estética, que inclui, além do abdome, os flancos e o dorso.

Não adianta o cirurgião plástico “fazer” um abdome maravilhoso e não se preocupar com os flancos laterais e o dorso. Para haver harmonia e elegância no conjunto, deve-se programar a intervenção do dorso e dos flancos, associada à intervenção do abdome.

Quando não se leva em consideração o conjunto, o formato corporal tende a ficar prejudicado. Ao se realizar somente a intervenção no abdome – sem preocupar-se com o dorso e os flancos -, a lipodistrofia (acúmulo de gordura nessas regiões) fica mais evidente e não chegamos a um conjunto harmônico. O ideal é que, quando indicada a plástica de abdome, realizemos o procedimento e as intervenções paralelas ao mesmo tempo. Assim, esteticamente, o resultado ficará mais eficaz.

Tipos de intervenção abdominal

Quando analisamos um abdome, devemos diagnosticar os problemas envolvidos: a presença de flacidez de pele e/ou da parede muscular e a presença de gordura no abdome, nos flancos e no dorso. Na presença de flacidez de pele, faz-se necessária a ressecção do tecido, que dependerá da quantidade de pele a ser removida, o que resultará numa cicatriz de extensão proporcional. Há casos, porém, em que a flacidez de pele é menor. Com isso, a incisão e cicatriz também serão menores.

Nos casos de flacidez da parede muscular, devemos corrigi-la com o uso de pontos no tecido que reveste os músculos abdominais (aponeurose), na tentativa de enrijecer a parede. Já na presença de flacidez de pele e de parede muscular, devemos corrigi-las simultaneamente. E, nos casos de flacidez muscular sem flacidez de pele, podemos, por meio de uma incisão semelhante à cesárea, fazer a correção de toda a parede muscular – tanto do abdome inferior como o superior.

Lipoabdominoplastia trouxe mais eficácia a procedimentos

Na presença de excesso de gordura, devemos planejar a correção do abdome, associada à retirada da gordura. Em casos dessa natureza, realizamos o que denominamos de lipoabdominoplastia, em que retiramos o excesso de gordura, assim como de flacidez de pele, e corrigimos a flacidez da parede muscular.

Por meio dessa intervenção, os resultados estéticos passam a ser muito superiores. Isso porque, com a lipoabdominoplastia, a abordagem do abdome passou a ser mais eficaz, completa e com resultados definitivos, tornando o abdome “malhado”, esculpido.

A esse respeito, deve-se notar que as plásticas de abdome mais modernas priorizam um resultado com nuances, ou seja: o ideal é uma plástica que resulte não em abdome esticado, porém mais definido. Dessa forma, acentuam-se os oblíquos, os músculos retoabdominais, e a cintura, apresentando um abdome “negativo”, que, associado aos flancos e ao dorso definidos, configuram uma plástica mais elegante.

Quando se opta por fazer uma plástica no sexo masculino, a abordagem também deve ser feita de forma mais completa, retirando-se os excessos de pele e gordura e corrigindo-se a flacidez muscular. Porém, a fim de manter o abdome com características masculinas, não devemos salientar a cintura. O mais indicado é, quando possível, salientar as intercessões da aponeurose muscular, resultando em um abdome malhado, com gomos.

Intervenção dispensa anestesia geral

A intervenção de abdome, associada ou não ao dorso e aos flancos, pode ser realizada por meio de anestesia peridural ou raquianestesia, não sendo necessário o uso de anestesia geral. As plásticas de abdome com abordagem mais moderna não necessitam de internações prolongadas e, em alguns casos, os pacientes podem ter alta no mesmo dia. Dependendo da técnica utilizada pelo cirurgião plástico, também não há necessidade do uso de drenos.

Normalmente, no pós-operatório, indica-se o uso de malhas compressivas, tanto para o conforto dos pacientes quanto para a aceleração do aparecimento dos resultados. No entanto, é preciso ressaltar que o resultado definitivo de uma plástica de abdome, normalmente, se concretiza em um ano.

E vale a pena lembrar que, ao resolver realizar uma plástica de abdome, o paciente deve sempre procurar um profissional membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP)

Para maiores informações: www.glj.com.br

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