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Depilação a laser também pode ser feita no verão

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Nova geração de laser proporciona tratamento praticamente indolor, pode ser realizada em qualquer tipo de pele, inclusive negra e bronzeada, sem a necessidade de afastamento das atividades diárias

Está chegando a estação mais quente do ano e, com ela, a corrida para preparar o corpo para usar roupas mais curtas e decotadas, além de desfilar nas praias e piscinas. A boa notícia é que a depilação a laser para se livrar dos indesejáveis pelos já pode ser realizada, atualmente, no verão. Segundo Marina Berti, fisioterapeuta da Clínica do Cirurgião Plástico Dr. Alan Landecker, o tratamento realizado com o aparelho Soprano XL, por exemplo, é praticamente indolor e a grande maioria dos pacientes relata boa tolerância ao método. “Além disso, não há necessidade de afastamento das atividades diárias, a ocorrência de foliculite (infecção da base do pelo), vermelhidão e edema na pele é bem reduzida, pois há menor agressão. E o melhor: pode ser usado em quer tipo de pele, inclusive nas bronzeadas”, destaca. A aplicação do laser na clínica é realizada por profissionais treinados, sob a supervisão técnica do Dr. Alan Landecker.

O procedimento é realizado no consultório, sem a necessidade obrigatória de anestesia. “Os recentes avanços tecnológicos do laser revolucionaram os tratamentos de beleza. O laser possui uma capacidade única, em comparação com outros tratamentos disponíveis, que é a seletividade, ou seja, consegue atingir somente a célula-alvo, poupando as estruturas ao redor”, explica Dr. Alan.

Como funciona

O princípio da ação do laser é a fototermólise seletiva, que significa que algumas estruturas do corpo captam mais calor e energia do que outras, quando submetidas à exposição ao raio de luz. Na depilação, o aparelho de laser é regulado para que a melanina, contida em grande quantidade no folículo piloso que origina o pelo, capte a maior quantidade de energia. Após a captação, esta energia é transmitida ao folículo piloso na forma de calor, destruindo-o e eliminando a possibilidade da geração de um novo pêlo.

“Antes do tratamento, o médico determinará o tipo de pele, a energia e a ponteira a ser utilizada. Em geral, utilizamos as ponteiras R e RS, capazes de remover de forma segura pelos em todos os tipos de pele encontrados na população brasileira. O aplicador grande permite tratar áreas extensas como costas, tórax e pernas inteiras, de forma rápida e eficiente”, explica Marina Berti.

Segundo ela, infelizmente, não é possível determinar o número exato de sessões a ser realizado. “O número de sessões requerido dependerá de vários fatores relacionados, tais como tipo de pele, cor e espessura dos pêlos, a área a ser tratada e o número de pêlos em cada fase de crescimento, entre outros fatores”, pontua.

A fisioterapeuta acrescenta que quando a pele tende a ser mais escura, existe a necessidade de se utilizar energias menores, para evitar dano à epiderme, o que diminui relativamente à eficiência, tornando o tratamentos mais seguro e mais demorado. “O mesmo acontece com pêlos mais claros, e mais finos. Estes tipos de pêlo absorvem menos energia, tornando o tratamento mais longo”, afirma a fisioterapeuta.

Para a especialista, é errôneo afirmar que uma perna com uma grande quantidade de pelos escuros jamais voltará a ter um pelo. “Podemos esperar com as sessões uma diminuição efetiva dos pelos, mudanças favoráveis nas suas características, tornando a pilosidade mais fina e mais clara. Deve-se realizar as sessões de manutenção, para se chegar a um resultado próximo do definitivo.”

É importante frisar que antes do tratamento não se deve usar nenhum método depilatório que não seja a lâmina de barbear, pois a utilização de métodos onde o bulbo capilar é arrancado, torna a depilação a laser ineficaz. Depois do tratamento, é preciso observar se não há nenhuma área irritada.

Os Tipos de Pele – Classificação de Fitzpatrick

Em 1975, um médico americano, o Dr. Thomas B. Fitzpatrick criou uma classificação para os tipos de pele. A classificação está baseada na cor da pele e na reação à exposição solar. Esta classificação é a utilizada ainda hoje para a programação dos tratamentos a laser, porque ela permite a regulagem dos equipamentos em níveis de energia seguros:

1. Pele muito clara, sempre queima, nunca bronzeia
2. Pele clara, sempre queima e algumas vezes bronzeia
3. Pele menos clara, algumas vezes queima e sempre bronzeia
4. Pele morena clara raramente queima e sempre bronzeia
5. Pele morena escura, nunca queima e sempre bronzeia
6. Pele negra, nunca queima, sempre bronzeia

Marina Berti é formada em Fisioterapia pela Universidade Paulista (UNIP), com cursos de extensão e aperfeiçoamento em Instrumentação Cirúrgica (SEIC), Desordens Têmporo-Mandibulares (UNIFESP) e em Oclusão e Disfunção Têmporo-Mandibular (Instituto de Ensinos Odontológicos, IEO). Desde 2009, é Fisioterapeuta integrante da equipe do médico Cirurgião Plástico Dr. Alan Landecker, em São Paulo, e professora de Fisioterapia Aplicada às Disfunções Temporo-Mandibulares do Instituto de Ensinos Odontológicos de Bauru – IEO (Bauru – SP). Já atuou na Prefeitura Municipal de Orlândia – PMO, Instituto de Cardiologia Dante Pazzanese, Hospital Municipal Dr. Mário Gatti e na Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP. É autora de vários artigos científicos, publicados nos Arquivos de Neuropsiquiatria e nos anais do Simpósio UNIP de Fisioterapia.

Dr. Alan Landecker, formado em Medicina e Cirurgia Geral pela Universidade de São Paulo, iniciou sua formação em Cirurgia Plástica com o Professor Ivo Pitanguy, com quem trabalhou durante três anos. Tornou-se Membro Titular e Especialista em Cirurgia Plástica pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e, também membro da prestigiada International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS). Realizou pós-graduação/especialização clínico-cirúrgicas nas Universidades de Miami, Alabama, Pittsburgh, New York e Texas Southwestern, um dos mais importantes centros de formação em cirurgia plástica dos Estados Unidos, o que permitiu desenvolver estudos que foram apresentados em eventos científicos e publicados em revistas internacionais especializadas.

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