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Cirurgia de retirada do útero pode ser evitada

Postado em 18 de fevereiro de 2011 por sagostinho em Saúde

O miomatose uterina é uma doença que atinge cerca de 50% população feminina. Enquanto algumas mulheres não apresentam nenhum sinal da doença, outras tantas sofrem com as consequências do problema. Os sintomas geralmente são caracterizados por fortes cólicas menstruais, vontade constante de ir ao banheiro, intestino preso, além de dores durante a relação sexual e aumento do período e no fluxo menstrual.

Todos esses fatores alteram muito a qualidade de vida da mulher. A simples rotina do dia a dia passa ser repleta de grandes preocupações, principalmente no período menstrual, devido à sua intensidade. Para se ter uma ideia, em alguns casos a troca do absorvente é feita 20 vezes ao dia, chegando ao ponto de manchar roupas ou os locais onde a mulher se sentou. O volume do abdômen também aumenta, assemelhando-se com uma gravidez de seis a sete meses.

Além dos tratamentos convencionais, existe uma técnica chamada de embolização, que vem mostrando resultados positivos na melhora dos sintomas, devolvendo a qualidade de vida às mulheres. O procedimento é capaz de substituir até mesmo a cirurgia de histerectomia (retirada do útero). O médico responsável por realizar o procedimento é o Radiologista Intervencionista, que trabalha alinhando a sua técnica cirúrgica junto com o ginecologista da paciente.

O procedimento é feito com anestesia local e sem nenhum corte, apenas com uma pequena incisão. O radiologista intervencionista introduz cateteres, geralmente na virilha e, com ajuda de aparelho de Raio-X específico, consegue chegar à artéria que irriga o nódulo. Na sequência, microesferas são injetadas para entupir essa artéria. Sem conseguir receber o sangue da artéria fechada, o nódulo passa por um estágio de necrose e o seu tamanho diminui com o passar do tempo.

Nos Estados Unidos e Europa o procedimento é muito comum e a confiabilidade que as pacientes possuem é a mesma que um tratamento convencional, é o que revela a Sociedade Americana de Ginecologia e Obstetrícia, uma as entidades mais respeitadas do mundo. Em carta de recomendações, a entidade afirma que a embolização é ideal para mulheres que desejam tratar o mioma e preservar o útero, permitindo uma futura gravidez.

Segundo estudo médico publicado no Jornal da Sociedade Radiologia Intervencionista, ao comparar o tratamento de miomectomia (cirurgia de retirada do nódulo) com a embolização uterina, o segundo permite tempo curto de internação, não há transfusão de sangue, melhoras significativas nos sintomas em longo prazo, proporcionando um aumento na qualidade de vida mulher.

“O útero tem funções que vão muito além da gestação. É um dos responsáveis pelo orgasmo feminino, além de ter um papel fundamental na feminilidade da mulher e influência nos aspectos psicológicos”, revela o especialista em Radiologia Intervencionista Henrique Elkis, Diretor da Sociedade Brasileira de Radiologia Intervencionista e Cirurgia Endovascular.

TRATAMENTOS CONVENCIONAIS:

Os tratamentos convencionais para miomatose uterina podem ser feitas através do uso contínuo do anticoncepcional, por uma cirurgia de retirada do nódulo, a chama miomectomia. Em alguns casos, além de sofrerem todos os constrangimentos da doença, para algumas mulheres o tratamento recomendado é a histerectomia, tratamento extremamente invasivo que consiste na retira do útero. Só no Brasil, cerca de 200 mil cirurgias são feitas por ano. Desse número, estima-se que muitas operações são discutíveis e muitas vezes poderiam ser evitadas.

A causa do surgimento do mioma ainda é desconhecida. Mas, sabe-se que os fatores genéticos e hormonais estão relacionados ao problema, essa pode ser a justificativa para doença ser mais comum em mulheres negras.