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Vitamina D: essencial em todas as fases da vida

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Boa alimentação e exposição moderada ao sol são os primeiros passos para manter equilibrada a quantidade deste composto no organismo.

As vitaminas desempenham um papel fundamental para o bom funcionamento do organismo. Manter uma dieta balanceada, aliada a hábitos saudáveis, é a maneira mais segura para suprir o corpo com essas substâncias, como a vitamina D, que atua, entre outras funções, sobre o crescimento celular e a utilização de energia.

Segundo a endocrinologista Sheyla Alonso, do Hospital das Nações, a falta desse composto na infância pode ocasionar deficiência no crescimento e na formação óssea, além de raquitismo. Já nos adultos, a carência em vitamina D pode levar à descalcificação dos ossos e causar osteomalácia, osteopenia, osteoporose e possíveis fraturas, principalmente nas mulheres que já passaram pela menopausa. “Alguns estudos demonstram poder haver uma ligação entre a falta de vitamina D e o aumento da susceptibilidade a doenças e condições crônicas, como tuberculose, pressão alta, câncer, esclerose múltipla, depressão e esquizofrenia”, acrescenta a médica.

A ingestão de alimentos ricos neste nutriente é a melhor forma de acesso à vitamina, que pode ser encontrada principalmente em cogumelos, ovos, óleo de fígado de peixe e peixes gordurosos, como salmão, bagre, sardinha, atum e cavalinha, entre outros. Além disso, há as opções de alimentação artificialmente enriquecida com o composto, como leite em pó, cereais e shakes.

Entretanto, apenas caprichar na alimentação não é suficiente. Para que vitamina D seja ativada e possa agir no organismo, é necessária a exposição diária ao sol, por pelo menos 15 minutos, preferencialmente antes das 10h e após as 16h. “Vale ressaltar que o uso contínuo de filtro solar não prejudica a produção do composto. Isso só irá acontecer se a pessoa nunca se expuser ao sol e tiver alguma predisposição, como alimentação inadequada ou dificuldade na absorção da vitamina”, afirma a endocrinologista do Hospital das Nações. Nestes casos, a ingestão de suplementos e pílulas de vitamina D é o recurso mais indicado para repor a quantidade do composto no organismo. O mesmo ocorre para quem passou recentemente uma cirurgia bariátrica, procedimento que reduz os níveis da vitamina no corpo e exige reposição.

Nem mais, nem menos

Assim como a falta, o excesso da vitamina também pode prejudicar o organismo, levando ao aumento da quantidade de cálcio no sangue e ao acúmulo do composto nos tecidos e nas artérias do coração e dos pulmões, causando cálculos renais, além de sintomas de intoxicação, como náuseas, vômitos, tontura e dores musculares.

A quantidade ideal de ingestão da vitamina, segundo a médica, é de cinco microgramas por dia para crianças e adultos, quantidade que dobra para os maiores de 51 anos – dez microgramas diárias. “Três sardinhas possuem duas microgramas. Em cada duas colheres de sopa de carne moída, 0,132 microgramas serão ingeridas, valor muito próximo ao encontrado na mesma porção de queijo parmesão ralado, 0,130 microgramas”, esclarece a especialista.

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