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Candidíase de repetição, a solução está na alimentação

Postado em 19 de julho de 2011 por sagostinho em Nutrição

É muito comum observar mulheres que sofrem com a recorrência de candidíase, aquela infecção vaginal que coça, arde e gera um corrimento esbranquiçado muito incômodo. E é um tal de usar óvulo, pomada, pílula contra a Cândida, e logo mais, está ela lá… De volta! E começa tudo de novo…

Esse episódio, no entanto vai se repetir inúmeras vezes, se não houver, acima de tudo mudanças extremamente necessárias na alimentação.

Isso por que a Cândida albicans, responsável por toda essa problemática, não se localiza exclusivamente na vagina. Ela, na verdade, é uma moradora antiga do nosso próprio corpo.

Esse fungo reside no nosso intestino, e por incrível que pareça sua presença é benéfica para nós, desde que ela esteja sob controle, em pequena concentração. Aí ela faz o seu papel de digerir partículas mortas, e fica tudo bem.

Para que esse controle seja garantido, temos que ter no nosso intestino uma quantidade maior de bactérias probióticas, ou seja, bactérias boas ali. (Temos na nossa mucosa intestinal, uma microflora bacteriana, composta por baterias boas e ruins, além dos fungos, que competem por espaço o tempo todo. A preponderância de bactérias boas no nosso intestino determina a saúde do indivíduo)

O problema começa, quando, por algum motivo, a Cândida começa a se desenvolver e a proliferar deliberadamente. Nesse caso, ela consegue ir além da mucosa intestinal, alcançando circulação, trato urinário (causa da maioria das cistites recorrentes), trato vaginal (causando candidíase vaginal), etc.

O tratamento local da candidíase (óvulos, pomadas…) não vai tratar a causa (aumento de fungos no organismo), e sim a infecção na vagina. Por isso, sozinho, não é eficaz.

Vários fatores podem desencadear esse crescimento desenfreado de fungos, sendo o o uso de antibióticos o principal deles (mata toda a flora intestinal, dando espaço de sobra para a Cândida procriar); no entanto, o estresse, o uso de antconcepcionais orais por longo período, antiinflamatórios, dieta rica em açúcar, lactose e carboidratos refinados também podem levar a esse problema.

As conseqüências vão além da candidíase vaginal ou cistite recorrente. Perda de libido, irritabilidade, fadiga, aumento de peso, compulsão por doces e carboidratos, alergias, doenças auto-imune (como hipotireoidismo e diabetes) e câncer são uma possível realidade para a maioria das mulheres com supercrescimento fúngico (e olha que são muuuitas!).

O tratamento consiste em retirar todos os alimentos que estimulam o crescimento fúngico, como açúcar, mel, melado, doces, pães refinados, alimentos fermentados como pães, cerveja, vinagre, vinho, alimentos em conserva, embutidos… A quantidade de carboidratos deve ser regulada, inclusive a quantidade de frutas, e dependendo do caso, somente frutas com pouca frutose são permitidas.

Na dieta alimentar são incluídos alimentos com ação antifúngica, como as sementes de abóbora (usadas como farinha salgada na comida, depois de triturada), orégano e tomilho, romã (toma-se o suco, que se prepara batendo a polpa e as sementes , onde está o composto ativo contra a Cândida.), óleo de coco extra virgem (pode ser usado no suco de fruta ou no chá. Crú. Basta misturar.). Muitas outras estratégias terapêuticas alimentares são utilizadas, inclusive para modular o sistema imune.

Suplementos fitoterápicos também são importantes nessa matança fúngica. Durante esse tratamento, a flora intestinal vai sendo reestabelecida (o uso de suplemento probiótico, que contem bactérias boas, é fundamental), e o fígado vai sendo cuidado com muito carinho, pois é ele quem recebe todas as toxinas dos fungos que estão sendo exterminados. Dessa forma, a detox / alimentação desintoxicante deve ser feita simultaneamente.

O tratamento exige força de vontade, mas, como prêmio, a pessoa se vê livre dessas infecções vaginais constantes, melhora a disposição, a libido, a saúde em geral, o humor, a estética, e ainda evita o triste destino repleto de sérias conseqüências, resultante de um longo período de exposição à essa maldita Cândida Albicans! Declare guerra !

Flávia Cyfer é Nutricionista clínica Funcional.


  • candidanuncamais

    Tive candidiase vaginal de repetição durante aproximadamente 02 anos = quase todos os meses, estava eu tomando fluconazol e colocando creme vaginal para matar os fungos. Fiz cultura de secreção vaginal que confirmou tratar-se de candida.
    Tomei itraconazol, fiz esquemas de fluconazol preconizados pelo CDC… nada adiantava.
    Apelei para a medicina alternativa = comecei a tomar capsulas de oleo de alho, lactobacillus em pó (lactofos, lacto4 = não adianta tomar yakult) e oleo de côco extravirgem, além de ter reduzido a quantidade de carboidratos simples da dieta = estou há mais de 6 meses sem ter nenhum sintoma de candidiase.
    Portanto, procurem orientação médica, pois viver com esta praga é simplesmente caótico!!!