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Despedida de solteira no clube das mulheres

Postado em 3 de setembro de 2011 por sagostinho em Noiva e Casamento

Hoje, elas também dão adeus à vida de solteira em alto estilo.

Foi-se o tempo em que só eles aprontavam. Às vésperas de deixar de lado a vida de solteira, elas também caem na gandaia. Com direito à música, bebida e muita diversão. As despedidas de solteira caíram no gosto da mulherada. Entre quatro paredes, tudo pode acontecer. São brincadeiras eróticas, presentes nada discretos, vídeos surpresa feitos pelo noivo, e até strippers.

Mais do que ganhar panelas, porta-retratos, e completar enxovais, elas querem é farrear! Que o diga o stripper Edy O’Neil. Esse gaúcho, de 29 anos, que dança há oito em despedidas, conta – em detalhes – o que todas nós juramos de pés juntos que não fizemos. “Despedida não é mais só conversar e trocar presentes. A cabeça da mulher mudou, elas estão ousadas. E isso independe da idade. Pode ser a amiga da noiva ou a avó, todas querem se divertir”, entrega Edy.

O stripper recorda com bom humor da vez em que saiu de uma festa com a roupa rasgada. “Eram quase 40 mulheres, foi complicado! Como já cheguei no meio da comemoração, estavam todas muito à vontade. Tinham bebido, perdido um pouco a noção. E, nessas horas, se uma avança o sinal, as outras avançam também”. Não deu outra! Bastou uma exagerar para o stripper ser, literalmente, atacado. “Elas vinham pra cima puxando, pegando. Queriam sentar no colo, passar a mão. Acabaram me rasgando todo”, conta.

Não era pra menos. Edy sabe como mexer com a libido de uma mulher. “Procuro sondar como é a noiva para escolher a fantasia adequada. Para as tímidas, vou com um visual romântico, como o de espanhol. Já para as mais extrovertidas, posso me vestir de policial ou cowboy, e levo um laço para amarrá-las”. Sim, ele disse amarrá-las, no plural. “Não faço show só para a noiva, mas para todas as que estiverem presentes. Começo tirando a roupa aos poucos, e danço com todas elas”, explica.

Atualmente, Edy chega a fazer até três shows por dia, afinal, o mês de maio é das noivas. “Mas a procura também aumentou de uns anos pra cá”, compara o stripper, que quando se apresente, tira tu-do! “Faço nu total, a não ser que elas peçam para eu ficar com a cueca. Mas elas nunca pedem”, dedura.

Não é à toa que tem muito marido proibindo as esposas de marcar presença nas festinhas das amigas. Assim não vale! “Não deixo minha mulher ir de jeito nenhum. Sei que sempre rola sacanagem. Com música, bebida, e filme pornô, se aparece um homem lá no meio, não dá certo”, afirma Caio Prates*. “Elas bebem muito, ficam doidas. É muito diferente das despedidas de homens, em que só ficamos sentados, assistindo aos shows. Mulher não, mulher ataca mesmo. E aí, já era”, opina Caio.

Se você não mora sozinha, e acha que pode pegar mal contratar um stripper para dançar na casa da mamãe, não se acanhe! O Clube das Mulheres está aí para isso mesmo. Há 16 anos em São Paulo, o clube é procurado por moças de todas as idades, casadas ou solteiras. Mas as noivas, pouco a pouco, vêm invadindo o espaço.

À frente do clube, o empresário e apresentador Marcos Manzano sabe da importância das despedidas de solteira em seu negócio: “É nosso ponto forte, responsável por cerca de 80% do público do clube. Tanto que, durante o mês de maio, às quartas e quintas, as noivas têm entrada VIP. Elas trazem a mãe, as tias, as amigas e até a avó”, conta.

Apesar da empolgação das clientes, Marcos se esforça para podar as asinhas das mais assanhadas. “Temos algumas regras, e explico tudo antes do show começar. Elas não podem tirar a sunga dos rapazes, nem passar a mão no bilau. Os meninos também precisam respeitar. Não podem passar a mão, beijar a boca, tocar no peito. Quando elas passam do limite, faço uma brincadeira, comento alguma coisa, e elas entendem”, diz Marcos.

Bem diferente dos strippers particulares, a apresentação do Clube das Mulheres é mais recatada. “Eles terminam de sunga, nunca ficam nus. Nosso show é família, elas não vêm aqui para trair o marido. A intenção é carregar a pilha delas, alimentar o ego, fazer com que se sintam mais femininas. Aqui, ela faz e acontece. As homenageadas, no caso as noivas, são convidadas a subir no palco e dançar com os rapazes. Tudo com muito respeito”, garante o empresário.

Clube das Mulheres

Rua Henrique Shaumann nº 517 – São Paulo – Tel.: (11) 3061-1070 / 3085-8458

(Bolsa de Mulher)