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Jovens que sofrem bullying apresentam mais chances de começar a beber

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O abalo psicológico favorece o consumo excessivo de álcool e drogas, segundo especialista

Com cada vez mais frequência, nós somos bombardeados e ficamos chocados com as notícias na mídia sobre agressões no ambiente escolar. Muitos de nós nos questionamos como a pessoa, o bullie (agressor), consegue fazer suas vítimas sem que os pais ou a própria escola perceba com antecedência.

Aparentemente inocentes, brincadeiras de mau gosto ou apelidos pejorativos podem ser mais prejudiciais do que muitos imaginam, causando uma violência psicológica às vítimas do agressor. Difamar, constranger, ameaçar e até mesmo agredir fisicamente, nada mais é do que bullying. Esta palavra de origem inglesa, sem tradução no Brasil, qualifica comportamentos agressivos no âmbito escolar.

Ana Beatriz Barbosa Silva, médica psiquiatra e autora de vários livros, entre eles, BULLYING: Mentes Perigosas nas Escolas, conta que o agressor dá os seus sinais. “No ambiente doméstico, ele mantêm atitudes desafiadoras e agressivas em relação aos familiares. É arrogante no agir, falar e se vestir, demonstrando superioridade, além de manipular pessoas para se safar das confusões em que se envolveram”.

Esse tipo de agressão psicológica e, em alguns casos, física, pode levar a vítima ao consumo excessivo de álcool e drogas, segundo o Dr. Wagner Abril Souto, psicólogo e coordenador e coordenador do Centro de Referência em Álcool, Tabaco e Outras Drogas (Cratod), órgão ligado a Secretaria de Estado da Saúde. “ Para reverter essa situação, muitos jovens encontraram na droga e no álcool uma possiblidade de fazer parte de outro grupo. Quando são aceitos, o bullying não existe mas, a dependência pode agravar”, revela.

O especialista revela ainda que o bullying pode ser praticado dentro de casa, pelos próprios pais do jovem e, na maioria dos casos, a família não percebe que o filho sofre com alguns comentários. Assim, é essencial que os pais não os rotulem e mantenham sempre uma conversa franca, observando o comportamento do adolescente e, em alguns casos, recorrer à ajuda profissional para evitar o problema.

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