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Geração Y é criativa, ansiosa e baseada em relações de igualdade

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Praticidade e imediatismo são os novos comportamentos adotados pelos jovens.

Criada em meio aos avanços tecnológicos e ao progresso econômico, a chamada geração Y, jovens nascidos entre o fim da década de 1970 e meados da década de 1990, possui características peculiares que a diferencia de seus antecessores. Conhecidos como indivíduos que exaltam os meios tecnológicos, são completamente receptivos a inovações e ágeis no raciocínio. Não aceitam o papel de receptor passivo nas relações interpessoais, reivindicando a troca de experiência e conhecimento com os mais velhos.

Vanessa Pik Quen Lee, psicóloga do Hospital Santa Cruz, define a geração Y como “pessoas mais inquietas, inconstantes, com agilidade em suas atividades e capacidade de fazer várias tarefas ao mesmo tempo. São guiadas pelo prazer, pelo objetivo imediato e pela busca de auto-realização”, esclarece.

A alteração no perfil desse jovem deve-se, em grande parte, aos vários compromissos assumidos, tais como escola, cursos de idioma, práticas esportivas, entre outros. Para a especialista, eles “nasceram imersos num ambiente repleto de estímulos e, por isso, estão acostumados a se manterem o tempo todo ocupados, com múltiplas tarefas simultaneamente. Entretanto, dada a abundância de recursos, entediam-se facilmente, procurando constantemente novidades, aprendizagem e desafios”.

Valores éticos e mercado de trabalho

A competitividade e o individualismo no sentido de busca do desenvolvimento pessoal e da auto-realização, são consequências da geração Y. Os pais se preocuparam com o fortalecimento da autoestima e a prevalência da liberdade, diferentemente de como foram criados. A especialista ressalta que esta conduta influencia no mercado de trabalho e no relacionamento familiar que, segundo ela “é baseado em relações de igualdade, sem privilégios ou diferenças de tratamento e, também, sem submissão a hierarquias entre pai e filho, experiente e aprendiz, rico e pobre, chefe e empregado ou autoridade e subordinado. Há respeito à diversidade, à competência, não à hierarquia”.

Desafios da nova geração

A comunicação e as formas de se relacionar mudaram, e neste cenário, o virtual torna-se o caminho mais rápido e imediato. Por outro lado, fica difícil manter a atenção exclusiva deste jovem por muito tempo, o que acaba por favorecer a superficialidade, ou seja, a geração Y consegue fazer tudo ao mesmo tempo, mas não tem paciência e demonstra dificuldade de focar um objetivo e nele aprofundar-se, assim como os relacionamentos pessoais, que podem ser iniciados e terminados na própria rede.

“A impaciência, a inquietude, a intolerância à frustração e a depressão, são alterações de comportamento que podem ocorrer”, salienta a psicóloga Vanessa Pik Quen Lee. Ao mesmo tempo, ela acrescenta que fortes valores éticos e coletivos são particularidades destes jovens, “por viverem em uma época de paz e prosperidade, existe maior preocupação ambiental e social. É uma geração de liberdade individual, de moral liberal e menos preconceituosa”, conclui.

(Saúde em Pauta)

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