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Como previnir um AVC e controlar os fatores de risco

Postado em 1 de outubro de 2012 por fleardini em Saúde

Conhecido popularmente como “derrame”, o AVC (Acidente Vascular Cerebral), é uma das principais causas da incapacitação funcional e morte no Brasil. Grande parte dos sobreviventes de AVC permanece com sequelas físicas e mentais. Os sintomas são repentinos e variam de acordo com a localização, o tamanho e o tipo de AVC (lembrando que existem basicamente 2 tipos: isquêmico e hemorrágico).

De acordo com o neurologista Leandro Teles (CRM 124.984), o acidente vascular cerebral acontece quando o fluxo de sangue para uma parte do cérebro é interrompido.

“Os neurônios necessitam constantemente de oxigênio e glicose, a privação dessas substâncias interrompe imediatamente a função neurológica. Se essa carência durar muito tempo, as células morrem e o dano é irreversível”, explica o neurologista.

Cerca de 80% dos acidentes são isquêmicos e 20% hemorrágicos.

AVC Isquêmico: acontece quando um vaso sanguíneo que fornece sangue a uma região cerebral é bloqueado e o fluxo interrompido. Ocorre parada abrupta de alguma função cerebral, por exemplo: paralisia de um lado do corpo, dificuldade de fala, alteração da sensibilidade, disfunção da visão, tontura, etc… .

A obstrução da artéria pode ocorrer por um trombo (coágulo) local; por embolia (coágulo que veio de outro lugar, por exemplo: do coração) ou mesmo por falta de fluxo (parada cardíaca, pressão muito baixa, etc…).

AVC Hemorrágico: ocorre por ruptura de uma artéria no interior do cérebro. O sangue extravasa, comprimindo determinada área do cérebro e dificultando também a nutrição da região. Semelhante ao isquêmico ocorre perda súbita de alguma função cerebral. Pode vir acompanhado de uma forte dor de cabeça, náuseas e vômito. A causa mais comum é a hipertensão crônica e a presença de malformações vasculares como os aneurismas.

Quais são os fatores riscos?
Os fatores que podem levar ao AVC são divididos em modificáveis e não modificáveis.

Não Modificáveis: idade (quanto mais velho maior o risco); sexo (os homens tem um risco maior, sendo que esse risco se iguala ao das mulheres após a menopausa) e história familiar.

Modificáveis: Pressão alta, diabetes, doenças cardíacas (insuficiência ou arritmia), colesterol alto e tabagismo. Outros que também aumentam um pouco o risco de AVC: uso de anticoncepcional, obesidade, algumas enxaquecas, sedentarismo, etc…

Existe, tratamento?
O tratamento agudo do AVC depende do reconhecimento imediato do sintoma. O paciente deve chegar rapidamente ao Pronto Socorro.

“O ideal é que o paciente chegue em até 3 horas do início dos sintomas, seja prontamente atendido, examinado e se submeta rapidamente a uma Tomografia ou uma Ressonância Magnética afim de determinar o tipo, extensão e gravidade da lesão. Em casos selecionados é possível tentar a desobstrução da artéria com medicamentos dados na veia”, alerta o neurologista Leandro Teles.

É preciso ter atenção especial para a pressão arterial (não deve ficar alta demais e também não pode ficar muito baixa). O paciente deve ser internado e se submeter a exames que elucidem a causa do derrame. Após essa fase inicial é fundamental o seguimento médico e a reabilitação geralmente com a participação de fisioterapeuta.

Conheça algumas dicas que podem ajudar a evitar o AVC:

- Investigue e controle a pressão arterial, diabetes, os distúrbios do colesterol e triglicérides.
– Controle seu peso mantendo seu IMC entre 20 e 25 (IMC = peso/altura²)
– Verifique com um cardiologista a saúde de seu coração, aorta e carótidas (artérias que levam o sangue ao cérebro).
– Fique longe do cigarro (mesmo o tabagismo passivo) e álcool.
– Pratique atividades físicas regularmente
– Alimente-se de forma balanceada
– Em casos selecionados é recomendado uso de medicamentos que afinam um pouco o sangue.

Fonte: Neurologista Leandro Teles