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Pais: desconfiem das promessas educativas dos games!

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Quando estão utilizando iPads e outros dispositivos, as crianças têm todos os tipos de pensamentos e dúvidas. Estes são momentos importantes para as crianças, e seus pais devem acompanhar este processo

Favereiro de 2013 – Barbie? PlayStation? Um passeio na Disney? Não! Em 2012, Papai Noel teve que investir alto para agradar meninos e meninas nos Estados Unidos. De acordo com uma pesquisa do instituto Nielsen, os mimos mais cobiçados das crianças por lá, no Natal, eram, por ordem de preferência, o iPad, o console Nintendo Wii U e o iPod Touch.

Veja no gráfico abaixo quais são os presentes favoritos, na opinião da gurizada de 6 a 12 anos (a lista também se aplica às crianças brasileiras, segundo os pesquisadores):

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Diante de tanto apelo tecnológico, muitos pais justificam a compra destes aparelhos, principalmente para as crianças mais jovens, concentrando-se em suas possibilidades educacionais. Cada plataforma oferece jogos e aplicativos que vêm com promessas sobre tudo: desde a promoção de habilidades sociais até mesmo um auxílio na alfabetização da criança.

No entanto, um relatório americano, produzido pelas ONGs Fundação Nova América e pelo Centro Joan Ganz Cooney, sugere que os pais devem ter cuidado com essas promessas educacionais. Ao examinar a iTunes App Store, os pesquisadores descobriram que mais de 80% dos aplicativos mais vendidos na categoria educação tem como alvo crianças, 72% deles visam diretamente as que estão em idade pré-escolar.

Mas os pais que participaram da pesquisa descobriram que os títulos educacionais disponíveis disponibilizam pouca informação e que muitos dos jogos e aplicativos voltados para crianças que estão se alfabetizando não levam em conta o nível gramatical e a capacidade de compreensão de crianças nesta faixa etária.

Segundo os pesquisadores, os pais, na esperança de aproveitar os benefícios de uma plataforma de ensino particular, devem estar atentos às exigências feitas pelos jogos, para saber se elas se adequam à idade dos jogadores. “Games e aplicativos são grandes oportunidades para ajudar as crianças a estabelecerem conexões entre a aprendizagem do jogo e o aprendizado no mundo físico”, afirma o pediatra Moises Chencinski (CRM-SP 36.349).

Mas os pais precisam ter em mente que este não deve ser um momento solitário para a criança, a supervisão dos pais é essencial. “Quando estão utilizando iPads e outros dispositivos, as crianças têm todos os tipos de pensamentos e dúvidas. Estes são momentos importantes para as crianças, e seus pais devem acompanhar este processo. As conversas que surgem nesses momentos são oportunidades de aprendizagem ainda maiores do que os aplicativos em si”, explica o médico.

Babá eletrônica

Games e aplicativos, para servirem aos seus propósitos, não podem ser encarados como babás eletrônicas. “Já fizemos isto com a TV e a experiência não foi boa. As pesquisas mostram que além do excessivo ‘tempo de tela’, muitas crianças ficam horas em frente à TV, sozinhas, sem ter com quem conversar sobre o que acabaram de assistir. Assim, se os pais pensarem que o smartphone ou o iPad podem ‘tomar conta’ de seus filhos, cometerão o mesmo engano”, observa o pediatra.

São necessários cuidados no uso das novas mídias. Esta deve ser uma das atividades do dia da criança, não a única, e, assim como com a televisão ou o computador, os pais precisam filtrar o que ela pode ou não ter acesso e o tempo de utilização desses equipamentos eletrônicos. “Games e aplicativos pode estimular a criatividade e o raciocínio infantil, mas com a participação (ou supervisão) dos pais, as crianças podem dividir conquistas e frustrações, encarar novos desafios, o que tornará a vida real da família muito mais rica”, defende Chencinski.

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