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Chocolate com saúde

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Nutrólogo do Hospital Villa-Lobos esclarece quais são os benefícios e como tirar melhor proveito do alimento

Abril de 2013 – Ele previne doenças cardiovasculares e alguns tipos de câncer, inibe a oxidação das células, combate os radicais livres, tem poder hidratante, combate inflamações e, para completar, causa aquela sensação de bem estar. Não se trata de um novo remédio, mas de um alimento que data de 1500 a .C. e que ficou conhecido por um nome que mais parece adjetivo: chocolate. Porém, antes de preparar aquela mousse, o médico da equipe de nutrologia do Hospital Villa-Lobos, André Veinert, explica que o alimento pode ser incluído em várias receitas, mas com cuidado. “Geralmente, elas são complexas e carregadas de açúcar. A partir desse momento, o valor antioxidante do chocolate não fica mais evidência”, adverte.

Segundo o especialista, a melhor maneira de consumo é em forma de barras ou bombons, moderadamente. A dose diária deve ser de cerca de 25g (aproximadamente quatro quadradinhos), desde que combinados a uma alimentação e estilo de vida saudáveis. O chocolate amargo é a melhor opção, de acordo com Veinert. “Por ter alto teor de cacau, possui maior concentração de vitaminas, ácido fólico, magnésio, cobre, potássio, zinco, cálcio e manganês. Além disso, há maior presença de antioxidantes conhecidos como flavonoides, que combatem os radicais livres”, explica. O chocolate ao leite possui maior teor de gordura e açúcar. Já o branco é o menos recomendado para consumo diário por ser rico em gordura saturada e não possuir massa de cacau em sua composição.

O nutrólogo explica que algumas pessoas devem ter cuidados redobrados no consumo do doce, como é o caso dos diabéticos, “O paciente diabético deve aqueles com menor teor de açúcar em sua composição, dando preferência ao diet ou, em alguns casos ao amargo (cacau 70, 80 ou 90%)”, diz. De acordo com o especialista, pacientes com diabete descontrolada devem evitar quaisquer tipos de chocolate antes de equilibrar a taxa de glicose no sangue. “Além disso, pessoas que sofrem de gastrite ou possuem pré-disposição para a doença devem evitar o consumo excessivo”, orienta.

Para aquelas pessoas preocupadas com os ponteiros da balança, o médico esclarece que o chocolate diet possui menor teor de açúcar, porém tem elevada concentração de gordura. “Por isso, o valor energético não difere do chocolate tradicional e não deve ser consumido por pessoas em dietas com restrição calórica, mas somente por diabéticos”, afirma o especialista.

Veinert explica ainda que a ideia de que o alimento vicia não é verdadeira. “Chocolate não cria dependência química. Existem pessoas, chamadas ‘chocólatras’ que têm necessidade de consumir mais chocolate que outras, mas não podemos considerar um vício e, sim, um desejo”, diz. Moderação no consumo e escolha do tipo certo: esses são os principais ingredientes para quem quer fazer do chocolate também um aliado da saúde.

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