Homens que criam filhos sozinhos: por que é tão difícil suprir o papel da mãe? | Melhor Amiga

 
 

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Homens que criam filhos sozinhos: por que é tão difícil suprir o papel da mãe?

Postado em 6 de maio de 2013 por fleardini em Relacionamento

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Trocar a fralda do bebê, preparar a papinha, conversar sobre namoro com a filha adolescente, comprar roupas para os filhos , cumprir as obrigações legais como vacinas e levar para a escola: para muitas pessoas, atividades como essas, continuam associadas ao papel da mãe. Todavia, na sociedade moderna, onde a mulher conquistou sua independência e a ocorrência de divórcios é muito maior, o número de “pães” – pais que assumem a função de pai e mãe – tem aumentado gradativamente.

Para os homens que cuidam de seus filhos sozinhos, muitas vezes a tarefa não é fácil. De acordo com ValériaThomazini, educadora do Colégio Itatiaia, mesmo vivendo numa era mais moderna, o que se pode perceber é que a grande dificuldade destes “pães” nos dias de hoje está no sentimento de culpa (que perturba ambos os gêneros) e na própria insegurança, que para a educadora é o grande fantasma do cotidiano.

Todavia o aumento de divórcios – fazendo com que um número maior de pais precisem arcar com suas responsabilidades sozinhos – pode auxiliar para que os chamados “pães” se sintam mais preparados para cuidarem de crianças e adolescentes. “A guarda compartilhada e a diminuição do litígio ajudaram bastante neste sentido. Hoje o fim do casamento não significa mais que os filhos sejam declarados inimigos dos pais, como em muitos casos ocorria”, ressalta a educadora do Colégio Itatiaia.

Há, no entanto, casos de “pães” que podem ser mais complicados como, por exemplo, quando o pai se torna viúvo e precisa cuidar dos filhos. Valéria acompanha de perto um caso do gênero: sua aluna Vivian Avallone, de 16 anos. Ela e sua irmã Thaís, de 17 anos, são criadas apenas pelo pai, já que Solange, mãe das meninas, faleceu em 2007.

O pai não esconde a dificuldade de criar as meninas sozinho. “Em cada idade da criança sem a mãe, aparece uma demanda diferente desde roupas até levar para uma balada”, relata Messias. Mas ele não se deixa abater e busca sempre orientar Vivian e Thaís. “Substituir a presença da mãe é praticamente impossível, mas eu sempre procuro educar da melhor forma”, relata Messias.

Quando se trata de meninas a serem criadas pelos “pães”, podem surgir inconvenientes já que algumas garotas, quando viram mocinhas, se sentem constrangidas em falar determinados assuntos com os pais ou vice-versa. De acordo com Valéria, para diminuir essa barreira existente entre pai e filha é preciso que ele esteja ciente desde cedo de que sua garotinha crescerá e, por isso, a proximidade (carinho, confiança, limites) deve fazer parte de sua rotina.

E se mesmo assim, a garota relutar em falar sobre sua vida pessoal com o pai, Valéria alerta que, neste momento, é importante ele colocar-se à disposição dela, verbalizar o quanto ela é importante e o quanto o bem estar dela é fundamental. “Estabelecer a confiança o quanto antes, para evitar que na adolescência esse tipo de situação (timidez) ocorra”, conclui Valéria.