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Pessoas com Transtorno de Estresse Pós-Traumático necessitam de tratamento por meio da Psicoterapia Cognitiva Comportamental

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Nunca se falou tanto em estresse pós- traumático devido aos acontecimentos nos últimos tempos, e o psicólogo e Diretor Clínico, do Instituto de Neurociência e Comportamento de São Paulo, Gildo Angelotti, alerta que o transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) pode ser desencadeado pelo testemunho, confronto ou vivência com um ou mais eventos que envolveram morte, grave ferimento, separação, demissão, reais ou ameaçados, ou risco a integridade física própria ou de outras pessoas. Ex. Seqüestros, assaltos, acidentes.

Gildo comenta que a resposta da pessoa frente ao evento é de intenso medo, impotência ou horror. São sintomas típicos: persistência de imagens, pensamentos, sonhos, pesadelos ou ilusões que freqüentemente reproduzem a exata experiência traumática, perturbações do sono, irritabilidade ou surtos de raiva, dificuldade de concentração, hipervigilância e resposta exagerada a sustos. Evitação de pensamentos, locais, pessoas, sentimentos ou conversas associadas ao trauma. Agir ou sentir como se o evento estivesse ocorrendo novamente, podendo ser desencadeado por estímulo internos ou externos que simbolizem o trauma sofrido.

Segundo o Prof. Angelotti, o início dos sintomas pode ocorrer até seis meses após o evento estressante. Existe relato de aparecimento de sintomas sete anos após a exposição da pessoa ao evento estressor, embora isto seja raro. Durante a revivência da experiência traumática ou após esta o indivíduo pode apresentar pelo menos três dos seguintes sintomas dissociativos:

– Estupor – Distanciamento, ausência de resposta emocional

– Redução da consciência (como se estivesse ausente, “sonhando”)

– Desrealização

– Despersonalização

– Amnésia dissociativa (incapacidade de recordar um aspecto importante do trauma).

Indivíduos que foram expostos a eventos traumáticos têm um risco aumentado de desenvolver transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) (14% a 25% dos casos), depressão maior (26% dos casos), transtorno do pânico e de ansiedade generalizada e abuso de substâncias. Eles também podem apresentar sintomas somáticos e doenças físicas, particularmente hipertensão, asma e dor crônica. Uma vez diagnosticado o TEPT, há a necessidade de serem examinadas comorbidades, já que ao menos um transtorno psiquiátrico foi encontrado em aproximadamente 80% dos indivíduos com TEPT. Se considerada a prevalência entre os sexos, 59% dos homens e 44% das mulheres com TEPT apresentam três ou mais transtornos psiquiátricos.

A perturbação causa sofrimento clinicamente significativo e/ou prejuízo no funcionamento social, profissional ou em outras áreas importantes da vida do indivíduo. “Não existe ainda uma clara determinação que explique por que nem todas as pessoas desenvolvem o estresse pós-traumático mesmo exposto a eventos traumáticos. Entretanto, o equilíbrio existente entre os fatores biopsicossocial parece determinar essa diferença”, finaliza Gildo.

Mais informações sobre o Instituto:

O Instituto reúne psicólogos que empregam a Terapia Cognitivo – Comportamental (TCC) no tratamento de uma variedade de problemas, desde dificuldades existenciais e desejo de mudar o estilo de vida, até questões mais específicas. A terapia cognitiva focaliza seu trabalho em identificar e corrigir padrões de pensamento conscientes e inconscientes. Diferentemente da psicanálise, não é o terapeuta que interpreta o material trazido à consulta; em vez disso, a elaboração é feita junto com o paciente, no sentido de identificar as distorções de pensamento que lhe causam sofrimento emocional.

Instituto de Neurociência e Comportamento de São Paulo – Rua Manuel da Nóbrega, 1.450 – Ibirapuera – Tel: 3051-3901. www.neurocomportamento.com.br

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