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Quais as doenças mais comuns adquiridas em viagens

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Trabalho científico publicado na revista Clinical Infectious Diseases analisou dados de quase 59 mil viajantes, compilados ao longo de dez anos, em centros de vigilância de 16 países.

Quando viajam as mulheres são mais suscetíveis a sofrer desarranjo intestinal, infecção urinária e stress psicológico. Já nos homens, prevalecem as doenças transmitidas por mosquitos e outros animais, as hepatites virais e as doenças sexualmente transmissíveis. Esses são alguns dados do estudo “Doenças de viajantes: diferenças por sexo e gênero”, publicado na segunda quinzena de março pela revista Clinical Infectious Diseases, órgão oficial da Sociedade Americana de Doenças Infecciosas.

Encabeçado pela suíça Patrícia Schlagenhauf, do Centro de Medicina de Viagem da Universidade de Zurique, o trabalho é o mais amplo já realizado sobre o tema: engloba informações de 58.908 viajantes, compiladas durante dez anos por 44 centros de vigilância epidemiológica em 16 países de todos os continentes. O centros integram a rede GeoSentinel que, desde 1995, funciona em parceria com a Sociedade Internacional de Medicina de Viagem.

“O que impressiona neste estudo é o número de casos. A maior parte dos trabalhos apresenta experiência de serviços com número menor de pacientes, compilada em apenas um ou outro centro de atendimento ao viajante”, afirma a infectologista Melissa Mascheretti, do Ambulatório dos Viajantes do Hospital das Clínicas de São Paulo e Diretora da Divisão de Zoonoses do Centro de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.

Para a médica Rosana Richtmann, vice-presidente da Sociedade Paulista de Infectologia, o trabalho sinaliza que o especialista em Medicina de Viagem deverá também levar em consideração o gênero do paciente, antes de prescrever os cuidados para a prevenção das doenças de viajantes. Normalmente, os critérios mais usados para esta prescrição são estado de saúde do paciente, destino, duração da estadia e tipo de viagem.

Os autores do estudo acreditam que as diferenças de comportamento, metabolismo, resposta a vacinas e medicamentos e suscetibilidade a doenças infecciosas explicam por que algumas doenças atingem mais um gênero que outro.

“No meu consultório, eu já indico um kit anti-infecção urinária para as mulheres. Agora vou acrescentar as vacinas contra diarréia de viajantes e febre tifóide para minhas pacientes a fim de evitar problemas intestinais. Para os homens vou ressaltar a importância da vacinação contra febre amarela e contra as hepatites A e B”, afirma Rosana Richtmann.

Boa parte das vacinas para viajantes é disponibilizada em clínicas particulares de imunização pela Sanofi Pasteur, a divisão de vacinas do grupo Sanofi-Aventis. Entre elas estão as vacinas internacionalmente conhecidas por Dukoral (cólera e diarréia do viajante), Avaxim (hepatite A), Euvax (hepatite B), Stamaril (febre amarela) e Typhim Vi (febre tifóide).

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