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Mente, tão importante quanto o corpo

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O conceito de meditar para relaxar é equivocado. Apesar de ser isso o que se prega, o estado de meditação vai muito além de se desligar do mundo. “As pessoas dizem, erroneamente, que meditar é parar de pensar. Isso é impossível, afinal somos seres humanos pensantes”, explica Márcia de Luca.

Segundo ela, meditar é vivenciar o momento presente, se concentrando no aqui e agora. A técnica de meditação não exige nenhuma crença, tampouco habilidade. “A meditação é uma ferramenta de autoconhecimento, em que você retoma para sua essência e se autodesenvolve, pois você penetra dentro do seu campo de alta potencialidade, o que faz com que tudo aconteça na sua vida.

Meditar é a melhor maneira para a realização espontânea dos desejos”, explica Márcia. “No momento em que você aquieta seus pensamentos, é como se abrisse espaço para seduzir seu espírito e receber as mensagens inspiradoras da sua alma”, completa.

Claro que meditação demanda perseverança, afinal é um aprendizado constante e um aquietamento gradativo das ondas cerebrais. Assim como é necessário se livrar das toxinas acumuladas no corpo para ser saudável, é também primordial limpar as impurezas impregnadas na mente – como medo, raiva, ansiedade e culpa – para viver bem e em equilíbrio. A conexão corpo-mente ainda leva essas emoções a se transformarem em hormônios de estresse, causando também o envelhecimento.

A meditação tem outra propriedade: trazer à tona soluções de problemas. “Dentro de nós tem respostas para todas nossas perguntas, mas para acessar essa sabedoria você tem que aquietar seus pensamentos”, acrescenta a profissional.

É possível começar a meditar por conta própria. Mas como a própria Márcia de Luca diz, é um exercício que exige muita força de vontade e disciplina.

O ideal é procurar um profissional que oriente a melhor forma e ensine uma técnica. “Há diversas técnicas. Você escolhe a que mais tem a ver com seu estilo”, diz. Quem já domina a técnica de meditação é capaz de praticá-la a qualquer momento e em qualquer lugar. Mas é necessário um treinamento e fazê-la  todos os dias.

“Cada ato nosso gera uma memória em nossas células, que por sua vez gera um desejo de repetir aquela ação – é o chamado ciclo kármico. E é preciso transformar o ato de meditar em hábito, no mesmo nível de dormir e comer”, diz Márcia.

Segundo ela, o ideal é meditar duas vezes ao dia, sempre no mesmo horário e no mesmo local, ao acordar e no final da tarde, durante 30 minutos. “Eu medito todos os dias pelo menos uma hora. Aos finais de semana, me permito ficar duas horas e meia meditando”, conta.

Experimente você também, se sentirá muito mais equilibrada e energizada. Boa sorte!

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