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Manual: Aids para crianças

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Cartilha e ‘jogo do diagnóstico’ ensinam a melhor forma de falar aos pacientes infantis sobre a doença transmitida de mãe para filho

A alteração do perfil da epidemia de Aids em São Paulo fez com que a Secretaria de Estado da Saúde mudasse o foco do treinamento de médicos e profissionais de saúde que atuam com pacientes soropositivos no Estado. Por meio do Centro de Referência e Treinamento em DST/Aids, órgão da pasta, foi elaborado um manual e um jogo pedagógico que ensinam como falar com os filhos que contraíram o HIV da própria mãe.

O material, no estilo “Aids para crianças”, será lançado durante o 1º Encontro Paulista dos Serviços de Assistência Especializada em DST/Aids, que começou nesta segunda-feira, 4 de outubro, e vai até amanhã  dia 7, na cidade de São Paulo.

No documento são elencadas as principais informações sobre o atendimento, a melhor forma de acompanhar os meninos e também as alternativas de acolhimento da família. De forma simples e direta, o manual orienta sobre o melhor momento de revelar o diagnóstico para os pequenos, quais são as implicações do “contar ou não contar sobre aids” e ainda propõe um “jogo do diagnóstico”.

No CRT-Aids, um boneco, quatro soldados, um tabuleiro e aparelhos médicos de brinquedo são usados de forma lúdica. Se a avaliação inicial identificar que já é o momento de abordar a doença com a criança, estes instrumentos são usados para contar uma historinha que revela o diagnóstico. A criança é transformada em super-herói que precisa combater o vírus.

O material educativo foi criado após sete anos de estudo com crianças soropositivas, contaminadas durante a gestação (a chamada transmissão vertical), e atendidas nos ambulatórios de infectologia especializados em pacientes infantis. A publicação será distribuída agora nos serviços de saúde do Estado especializados no atendimento a pacientes soropositivos.

Atualmente, no Estado de São Paulo, 78% dos menores de 13 anos que convivem com o HIV foram expostos ao vírus da aids na gravidez da mãe ou na amamentação. Entretanto, o acesso ao pré-natal e o tratamento de gestantes soropositivas com o coquetel antirretroviral reduziu as infecções em 90% entre 1996 e 2008.

“A qualidade da revelação diagnóstica é fundamental para o sucesso do tratamento, e comunicar e receber o diagnóstico de uma doença grave e incurável produz inquietações, especialmente quando esta doença está associada à morte, preconceito e discriminação. Faz-se necessário conhecimento, habilidade e sensibilidade para realizar esta revelação”, diz Maria Clara Gianna, coordenadora do Programa Estadual de DST/Aids.

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