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Inclusão de mulheres curvilíneas nas passarelas

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Modelo Fluvia Lacerda defende a inclusão de mulheres curvilíneas no SPFW.

“Enquanto o movimento plus size ganha força no cenário internacional, no Brasil, as mulheres curvilíneas novamente são excluídas dos eventos de moda”. É assim que a modelo Fluvia Lacerda, única brasileira a trabalhar internacionalmente no segmento, desabafa sobre mais uma edição do São Paulo Fashion Week (SPFW).

A modelo, que há três anos vem abrindo o mercado brasileiro de moda para mulheres com curvas, diz não entender certas reações dentro do País. “Basta andar pelas ruas e ver que aqui as mulheres fogem do padrão dito convencional. Não são pessoas que vestem manequim 34, elas possuem seios fartos, quadris largos e coxas grossas. Por que ainda ninguém percebeu que esse biótipo também precisa fazer parte do mundo da moda?”, questiona Fluvia.

Considerada a Gisele Bundchen plus size e hoje a modelo mais requisitada para campanhas publicitárias, Fluvia Lacerda diz que o Brasil precisa democratizar a real beleza da mulher. “Acho que está na hora de deixá-la se expressar e reafirmar sua auto-estima. Mas para isso, o mercado precisa criar opções para ela se vestir e não apenas continuar suprindo sua necessidade de usar uma roupa”.

Há uma semana trabalhando em São Paulo, Fluvia recebeu o convite de uma amiga para visitar o SPFW, mas negou. “Participo com prazer de eventos de moda no mundo inteiro, inclusive fui convidada para ministrar um congresso no Full Figured Fashion Week, em Los Angeles. Mas aqui, por enquanto, isso ainda me parece impossível. Para que vou visitar um evento que sei que não vai mostrar nenhuma opção para o meu biótipo? Apesar do evento ser belíssimo, acredito que seria frustrante sair de lá sem nenhuma inspiração”, finaliza Fluvia.

Em São Paulo, a modelo participou de diversos ensaios fotográficos, inclusive para uma famosa revista masculina. “O preconceito da passarela brasileira ainda se estende para muitas revistas de moda do País. Mas estou aqui para quebrar paradigmas. Quanto mais ‘nãos’ receber, mais serei insistente com meu trabalho no Brasil”, finaliza Fluvia Lacerda.

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