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Colégio homenageia nossas raizes indígenas

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Colégio Itatiaia reinventa a celebração do dia 19 de abril.

Ibirapuera, Ipiranga, Tatuapé, Tietê, Morumbi, maracujá, arara, pipoca, carioca, jaguar e tantas outras palavras tão cotidianas ao nosso vocabulário às vezes fogem da sua origem indígena, o Tupi e o Guarani.

Tão presentes em nossa cultura, as raízes do que somos se perdem no tempo e nos registros. Afinal, o Guarani, como foi e é ainda hoje uma das maiores etnias do Brasil, se faz presente em nós de maneira significativa.

Falamos em torno de 10 mil palavras de origem Tupi (o Guarani faz parte desse contexto linguístico), desde nomes de lugares a expressões populares como ‘chorar as pitangas’, que quer dizer ‘chorar lágrimas de sangue’.

Hábitos, festas e até a nossa alimentação têm influências indígenas. Tomamos banhos com mais frequência porque aprendemos isso deles, comemos as mesmas coisas: mandioca, tapioca, milho, descansamos em redes, as nossas crianças brincam de peteca e sabem das histórias do saci pererê, do boi tatá, tal como acontece em qualquer aldeia indígena Guarani.

Herdamos dos indígenas inúmeras coisas de nossa maneira de ser e raciocinar, por exemplo, o amor à música e a dança, encontrando nelas uma plenitude de nossa identidade cultural.

Este ano, o Colégio Itatiaia vai homenagear nossa raiz indígena muito além da ‘caça e da pesca’. O projeto Dia do Índio será abordado em todas as turmas, desde o Ensino Infantil ao Fundamental, com o objetivo de comemorar e descobrir o “pequeno índio” que vive dentro de nós.

Com as crianças, os educadores vão confeccionar uma obra de arte indígena brasileira, que pode ser uma pintura facial, no papel ou na argila, artesanato com pena ou conta e até no cardápio terá mandioca.

A diretora do Colégio Itatiaia, Maria Carolina Lavieri, explica que para o Ensino Fundamental, o objetivo será conhecer e identificar palavras indígenas correntes em nossa linguagem atual e com isso, desenvolver a capacidade de usar o dicionário. “Os alunos precisarão pesquisar palavras usuais que são indígenas através da própria comunidade, livros e até mesmo pela internet, seu significado e agrupar sua pesquisa à de outros grupos de alunos para organizá-las em forma de cartaz ou um pequeno livro”.

A coordenadora Giseli Pegoraro esclarece porque há benefícios para a inserção desse conteúdo dentro da grade curricular: “Este projeto busca além da recuperação de consciência cultural, a participação ativa entre pais e professores para o desenvolvimento positivo do aluno, proporcionando um ensino mais satisfatório e um resultado mais produtivo”.

O Dia do Índio traz a reflexão do que realmente somos e de onde viemos, antes da miscigenação. E acima de tudo, mostra o quanto somos parte da terra e quanto ela é parte de nós.

 

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  • e muito bom eu gostei mas devia te mas kkk mas e massa

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