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Crise dos sete anos existe mesmo?

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No primeiro ano, as brigas eram raras e breves. Com o tempo, foram se tornando um pouco mais freqüentes. Se antes duravam 15 minutos, depois de alguns anos de casamento as discussões duram horas – o tom de voz aumenta e o nível baixa. E tome desgaste, rotina, criança berrando no ouvido. Os anos se arrastam, as implicâncias se multiplicam, as insatisfações são inegáveis e o saco cheio, idem. É quando você olha o calendário e faz as contas: vocês estão vivendo a famosa crise dos sete anos. E agora?

Casar, todo mundo quer. Mas vai administrar um casamento para ver como é…. “Difícil”, diz a funcionária pública Daniela V., para em seguida continuar: “Complicado à beça. Temos que conciliar os desejos de cada um e negociar tudo. O casamento é uma grande negociação”, define ela, que passou por maus momentos nas bodas de sete anos. “Estávamos muito intolerantes e qualquer coisinha era motivo para brigar. Chegamos a conversar várias vezes sobre separação e foi em uma dessas conversas que percebemos que não conseguiríamos ficar sem o outro e tínhamos que fazer algo por nós mesmos”, conta Daniela, para quem a paciência é um exercício diário. “Agora a gente está melhor, tentando encomendar o primeiro filho. Dizem que é uma prova de fogo para o relacionamento, mas estou confiante de que vamos dar conta”, diz ela.

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Depois de sete anos, todo casal já passou por um bocado de coisas junto: alegria e tristeza, saúde e doença. A crise se instala quando a balança pesa mais no lado das diferenças e chateações. Foi assim com a professora Lúcia B., de 38 anos, que acaba de se separar. “Fiquei casada por nove anos, mas já estávamos em crise há dois. Tentei de tudo, das estratégias mais sensatas às mais malucas. Nada deu certo”, conta a professora.

Lúcia acabou achando melhor se afastar do homem que acreditou, por tantos anos, ser a metade da sua laranja. “Não dava mais, os problemas se repetiam e não via solução possível. Agora estamos construindo uma nova relação, uma relação de amizade, já que temos uma filha de três anos. Ela está perdidona e não entende o que está acontecendo com a família dela”, revela Lúcia, ciente de que ela, o ex e a filhinha vão passar por uma fase difícil.

Mas nem sempre é assim. Para muita gente, esse papo de crise de sete anos não passa de uma grande invenção ou até uma implicância com o número sete – é o que diz a promoter Eliana M., que tem 36 anos. “Aos sete anos de namoro, me casei. Tive dois filhos e um cachorro. Já temos oito anos de casamento e não passamos por crise nenhuma”, garante.

A promoter confessa ter uma briga ou outra, mas nada sério. “Com amor e paciência, contornamos as diferenças. Depois desse tempo todo de relacionamento, já nos conhecemos, aprendemos a lidar um com o outro: eu sei como lidar com ele em dia de jogo do Botafogo e ele sabe como lidar comigo quando estou na TPM”, conta Eliana, que ainda dá dicas: “Tem que ter bom humor, né? E não criar caso por besteira”, ensina, publicou bolsa de mulher.

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