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Empresas proíbem namoro entre funcionários

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Corporações associam relacionamento afetivo à queda de produtividade e redução de foco no trabalho.

Se levarmos em consideração que passamos mais tempo no trabalho do que com a família e os amigos, fica fácil entender porque muitas pessoas acabam se envolvendo emocionalmente com colegas de trabalho. O fato é que a convivência faz com que se criem fortes laços afetivos, sejam eles de amizade ou amorosos. Em muitos casos esses laços transformam-se em namoro – e chegam ao altar ¬– e nessa hora a situação complica e muitos profissionais não sabem como agir. Quando você se vê apaixonado por um colega de trabalho, qual é a atitude mais indicada a se tomar? Contar para os demais e para o chefe e assumir a relação ou mantê-la guardada a sete chaves para que ninguém saiba e possa julgá-la?

Para saber o que profissionais e empresas pensam sobre o assunto, a Trabalhando.com Brasil realizou uma pesquisa com 30 empresas e 300 profissionais. Os resultados mostram que empresas e profissionais têm opiniões bem diferentes sobre essa situação. As empresas são taxativas: 56% delas proíbem o namoro entre seus funcionários por acreditarem que esse tipo de envolvimento pode reduzir o foco nas tarefas e a produtividade; 44% aceitam a relação desde que isso não influencie no trabalho de ambos. Do outro lado, quando questionados sobre o assunto, 32% dos profissionais afirmam já ter tido um relacionamento afetivo com colega e que, em alguns casos, essa relação havia até se transformado em casamento; 22% dizem não ter se relacionado por não ter encontrado ninguém interessante, mas que se fosse o caso, se relacionaria sem problemas e os 46% restantes afirmam que jamais teriam esse tipo de relacionamento por acreditarem que desviaria seu foco.

De acordo com o diretor-geral da Trabalhando.com Brasil, Renato Grinberg, muitas empresas incluem essa restrição em seu código de conduta. “A empresa deve explicar ao candidato já na hora da contratação que, de acordo com normas internas, esse tipo de relação não é permitida, assim é possível evitar transtornos futuros para ambas as partes. Legalmente, um profissional não pode ser demitido apenas por ter um relacionamento afetivo com um colega”, explica.

A legislação brasileira assegura que um funcionário não pode ser demitido por estar se relacionando afetivamente com um colega, porém se ele for visto tendo algum contato físico no ambiente trabalho, isso é caracterizado como uma falta grave e, de acordo com a lei, é passível de demissão por justa causa. “Se você decidir se relacionar com um colega, respeite tanto as regras da empresa quanto a legislação”, afirma o especialista. Independente das normas da empresa ou da legislação, em alguns casos a situação pode se tornar insustentável e levar uma das partes a tomar uma decisão mais drástica, como é o caso, por exemplo, de relacionamento entre chefe e subordinado. “Se apaixonar pelo ‘superior’ pode ser um problema e, ao contrário do que se imagina, pode até prejudicar a carreira. A tão sonhada promoção pode demorar mais para chegar, pois, com receio de ser julgado, o ‘chefe’ acaba não destacando seu parceiro. Nesses casos, a decisão mais sensata é pedir transferência de área e se não for possível, uma das partes deve pedir demissão”, explica.

Para que a relação apaixonada não se transforme em um pesadelo, Grinberg dá algumas dicas que os envolvidos na situação devem seguir:

1. Mantenha o relacionamento afetivo apenas fora do horário de trabalho;

2. Verifique quais as normas da empresa sobre o assunto e siga-as para evitar problemas;

3. Tome cuidado para que a relação não atrapalhe sua conduta profissional;

4. Comunique o namoro ao chefe, antes que ele saiba pelos outros;

5. Não discuta a relação pelo e-mail corporativo, para esses assuntos use seu endereço pessoal;

6. Evite ausência prolongada, de ambos, durante o expediente. Bom senso é fundamental!

 

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