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Turismo médico x cirurgias plásticas

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O paciente precisa ponderar que viajar para o exterior para realizar uma cirurgia plástica, somente para economizar, pode levar a resultados deficientes

O aumento do turismo médico, onde os pacientes viajam para fora de seus países para fazer suas cirurgias plásticas, colocou em questão a base do relacionamento médico-paciente e está colocando em perigo muitas pessoas que procuram por cirurgias plásticas mais baratas. As taxas de complicações das cirurgias realizadas nestas circunstâncias são alarmantes.

Um artigo publicado na edição de agosto da Aesthetic Surgery Journal, intitulado Complicações do Turismo Cirúrgico Internacional, menciona um recente estudo realizado, nos Estados Unidos, que mostra um aumento nas taxas de complicações pós-cirúrgicas em pacientes que retornam de cirurgias feitas fora do país.

“É importante salientar que complicações após a cirurgia plástica não significam exatamente negligência médica. No pós-operatório da cirurgia plástica podem aparecer hematomas, infecção pós-cirúrgica, drenagem lenta dos cortes ou problemas de cicatrização, como necrose dos tecidos ou deiscência de suturas. Algumas destas complicações que podem surgir podem ser muito difíceis de serem corrigidas”, esclarece o cirurgião plástico Ruben Penteado, diretor do Centro de Medicina Integrada.

“É temeroso ver agências de viagens intermediando cirurgias para seus clientes com cirurgiões com os quais nunca se encontraram. Os pacientes não têm nenhuma garantia de que seu cirurgião está adequadamente treinado e qualificado para realizar o procedimento ao qual serão submetidos”, diz o cirurgião plástico.

No Brasil e no mundo, existe um conceito errado de que qualquer pessoa com um diploma médico pode realizar com segurança qualquer procedimento cirúrgico. A legislação em todo o mundo está mudando para refletir esta crescente preocupação de que os pacientes estão sendo tratados cirurgicamente por indivíduos incompetentes e não treinados, fora de seus países. De acordo com dados da ISAPS, International Society of Aesthetic Plastic Surgery, diversos países, como Itália, Rússia, México, Colômbia e Canadá estão liderando o caminho com novas regulamentações que controlam quem realiza qual procedimento específico, em quais pacientes e em quais instalações. Este também é o caso na Dinamarca. A Alemanha e a França já possuem regulamentações restritas há vários anos.

Para Ruben Penteado, que é membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, nenhuma cirurgia deve ser feita sem muito planejamento. “O paciente precisa ponderar que viajar para o exterior para realizar uma cirurgia plástica, somente para economizar, pode levar a resultados deficientes – frequentemente com complicações evitáveis – à escassez de recursos para algum tipo de tratamento adicional e, muitas vezes, à consequências trágicas”, alerta o médico.

Maiores informações: www.medintegrada.com.br

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