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Manchas brancas na pele podem diminuir a qualidade de vida

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Manchas brancas na pele podem ser características de quem possui uma doença pouco comentada, mas presente em consideráveis 1% da população mundial, a Vitiligo. Clinicamente nomeadas de acrônicas, ou seja, sem cor, alguns pacientes podem apresentar apenas uma mancha, enquanto outros se deparam com várias espalhadas pelo corpo e ainda sob quadros extensos e generalizados. Indesejáveis, elas podem aparecer também na região torácica ou nos braços.

A evolução varia. Há casos em que surge uma pequena mancha no rosto e outros que começam com apenas uma e vão surgindo outras em superfícies grandes até chegar aos que os especialistas chamam de Vitiligo Universal, quando o paciente tem toda a superfície cutânea despigmentada.

Nas pessoas que tem predisposição à doença, fatores como stress ou trauma físico podem desencadeá-la. Por exemplo, uma criança que tenha tendência ao Vitiligo e machuca várias vezes o cotovelo ou joelho é bem provável que a doença se inicie nessas regiões. Segundo o dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia, Dr. Celso Lopes, o Vitiligo tem incidência maior em jovens e “50% dos pacientes estão na faixa dos 10 aos 20 anos. Após essa idade é mais raro, mas pode aparecer.”

Este é um fator relevante, quando pensamos em relacionamentos sociais. A criança, o adolescente ou o jovem acometido pela doença pode contrair problemas emocionais pela vergonha de sua alteração estética ou ainda sofrer preconceito de seus colegas. Para amenizar esta situação e estabilizar o Vitiligo, é preciso que o paciente procure um tratamento logo no início da doença.

Apesar de ser uma moléstia crônica, os tratamentos podem dar ótimos resultados dependendo de cada indivíduo. Quando o Vitiligo é localizado, o tratamento é mais fácil. Por ter caráter autoimune, um dos principais métodos utilizados é o supressor através da medicação que contém corticóides, mais conhecidos como cortisonas e utilizados principalmente nos tratamentos contra alergia.

Atualmente, a fototerapia, tratamento com lâmpadas ultravioleta, é muito utilizada, além do laser e o transplante de melanócito. O transplante é possível apenas nos casos de Vitiligo muito localizado e que está estável por um ou dois anos.

Por ser crônica, não é possível falar em cura, e o paciente sempre precisará de acompanhamento. A boa notícia é que em muitas situações, a doença, quando tratada, se estabiliza e a pessoa pode não contraí-la mais.

Entenda as causas

As procedências da doença são distintas: a genética é o fator principal, existindo 17 genes descritos como causa de Vitiligo. Outra questão é que ela é uma doença autoimune, em que o sistema imunológico direciona suas próprias células, os linfócitos para destruir os melanócitos, responsáveis pela síntese da melanina, que dá o pigmento da pele.

Além da genética e da teoria autoimune, a doença pode ocorrer pelo estresse oxidativo, na qual o indivíduo tem uma dificuldade de lidar com os radicais livres, acumulando-os mais que o normal, o que também destrói os melanócitos, e eles ainda podem ser destruídos durante a síntese de melanina, com a eliminação de alguns metabólicos. O mais importante na causa do Vitiligo é que ela é uma doença multifatorial, por isso, cada indivíduo pode desenvolvê-la dentro dessas teorias. Não existe uma causa única, é um conjunto de fatores.

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