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A saída de férias pode transformar-se em pesadelo com uma intoxicação alimentar

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Má conservação dos alimentos é o maior risco dos petiscos de praia

Férias chegando, todos se programam para viajar, mas é preciso alguns cuidados para não transformar o passeio em uma “estadia” no hospital. O Dr. Farid Nader, gastroenterologista e membro da Federação Brasileira de Gastroenterologia, alerta que as pessoas têm costume de achar que porque estão de férias podem tudo, inclusive comer qualquer coisa, mas quando mudamos de ambiente ecológico abruptamente nosso organismo pode reagir.

Ao sairmos da rotina, mudarmos os temperos que ingerimos habitualmente, nosso estômago recebe uma novidade e assim corremos sérios riscos de sofrermos algum tipo de incômodo, como a dispexia, que é a má digestão ou ainda uma intoxicação alimentar.

Segundo o especialista, estas reações são individuais, isto é, têm pessoas que podem comer de tudo mesmo que não passam mal, já outras são mais sensíveis. O tipo de alimento também não interfere, ao contrário do que muita gente pensa, a pimenta e os frutos do mar não são fáceis de provocar algum transtorno de digestão. Um indivíduo pode reagir com qualquer tipo de comida, dependendo da quantidade que foi ingerida, da qualidade do alimento e do seu organismo.

Para aqueles que vão viajar a praia e passar o dia diante das tentações de vendedores ambulantes, barracas e bares, o cuidado deve ser dobrado. Muitas vezes, a aparência e o gosto enganam, o produto pode estar ou parecer “limpinho e bem-feito”, mas a questão é, além da procedência dos alimentos, a má conservação. O Dr. Nader enfatiza que os produtos podem ter sido mal lavados ou estarem horas sem uma refrigeração adequada e que esta atenção serve para termos também em nossa casa ou em qualquer restaurante, até nos considerados de luxo.

Vale lembrar que o que pode também provocar má digestão é o exagero, comum em quem sai de férias. O excesso de frituras e comidas gordurosas sempre deve ser evitado e a ingestão de verduras, legumes, frutas e cereais é bem recomendada a todos. “O segredo é saber comer com parcimônia, fazer uma pequena refeição a cada três horas, assim saciamos a vontade, ludibriamos nosso estômago” explica o gastroenterologista.

Muitas pessoas também acreditam que o estômago diminui de tamanho se ficamos muito tempo sem comer, e por isso quando vamos nos alimentar, sentimos uma dor forte e não conseguimos ingerir muitos alimentos. A verdade é que mesmo quando não nos alimentamos, a secreção gástrica continua em produção e se ficarmos mais de três horas sem comer poderemos sentir uma sensação de queimação pela ação do ácido gástrico em grande quantidade. Esta é uma das causas da gastrite, cada vez mais frequente na população.

Outro ponto relevante é o fato de que as pessoas que fazem algum tratamento ou dieta especial devem continuar com eles, mesmo nas férias. Os diabéticos, por exemplo, devem evitar os alimentos nocivos à doença, os hipertensos ao sal, e assim por diante.

Uma dica importante é lembrar de se hidratar constantemente, “mesmo em férias podemos e devemos ter hábitos saudáveis”. E para aqueles que mesmo com todas estas sugestões vão exagerar alguma vez, o segredo é no dia seguinte, ter uma alimentação leve e saudável. “É mentira que uma ressaca mata a outra!”, alerta o especialista.

Outro mito é que após a refeição não se pode tomar banho, entrar no mar ou na piscina. O risco está na prática de exercícios, uma vez que qualquer um pode sofrer uma congestão se comer e fizer muito esforço em seguida. Dormir após a refeição é outra tentação, mas as pessoas que costumam ter refluxo devem tomar cuidado.

Assim, se algumas medidas preventivas forem assumidas, as férias podem ser as mais prazerosas e saudáveis possíveis.

(Saúde em Pauta)

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