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O perigo das piscinas sem cloro!

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Especialista aponta os riscos de não utilizar o produto no tratamento da água e faz um comparativo entre as tecnologias existentes.

Com a crescente expansão dos tratamentos complementares ao convencional uso do cloro nas piscinas, muitos pregam o fim da manutenção deste produto, porém, segundo o engenheiro e diretor da Panozon Ambiental S/A, Carlos Heise, o cloro é fundamental ao tratamento da água e sua exclusão pode ser prejudicial para a saúde dos banhistas.

“O problema, é que temos visto muitos casos de pessoas que buscam por alternativas que eliminem ou reduzam drasticamente o cloro de suas piscinas, achando que ele é o causador de todos os desconfortos. No entanto, isto pode se tornar perigoso, até mesmo do ponto de vista de saúde pública”, alerta.

O fato, explica Heise, é o conceito errôneo que se tem do cloro já que, sem este produto, a água fica desprotegida entre um período e outro de ação do tratamento alternativo. “O que a maioria não sabe, é que as verdadeiras vilãs das piscinas são as cloraminas, um sub-produto que se forma quando o cloro reage com a carga orgânica e com as impurezas da água, e que agrava os problemas alérgicos e respiratórios, causa ardência nos olhos, ressecamento da pele e cabelos, descamação dos esmaltes das unhas e deixa cheiro desagradável na água e no corpo”, esclarece.

Nesse sentido, Heise desenvolveu uma tecnologia a base de ozônio, denominada Panozon, que não exclui o cloro, mas que elimina, justamente, a grande causadora dos desconfortos, a cloramina. “A ozonização é tida hoje como o melhor tratamento de água, não só para piscinas, mas também para água de beber. Uma das características do ozônio é que ele é natural, formado a partir do oxigênio do ar, que volta rapidamente à sua forma depois de fazer seu trabalho de oxidação das impurezas. E entre um processo e outro de filtração em que a água fica desprotegida, é que se faz necessária a manutenção do cloro”, esclarece o diretor da Panozon.

Como prova disso, Mário Otubo aderiu à tecnologia Panozon na academia Acqua Sports e relata a diferença: “A introdução de tratamento por ozônio em nossa piscina mostrou resultados significativos. Os clientes, imediatamente, notaram a diferença, principalmente nos olhos e na pele. E, mesmo mantendo o nível de cloração, todos ficaram satisfeitos com a eliminação dos efeitos indesejados das cloraminas, que resultou na eliminação também, do odor de cloro na piscina, no ressecamento da pele, entre outros desconfortos.”

Tecnologias alternativas

De acordo com o engenheiro Heise, o ozônio é o método mais eficiente e seguro para o tratamento da água, e que combate absolutamente todos os contaminantes, desde as cloraminas até a carga orgânica e os microorganismos, como: bronzeadores, óleos, hidratantes, maquiagem, protetores, fluídos do corpo, cabelos, suor, urina, fezes, secreções, vírus, bactérias, protozoários, algas e fungos. “O ozônio é um poderoso bactericida, algicida, fungicida e viricida natural que elimina microorganismos até 3 mil vezes mais rápido que o cloro”, completa.

Além da ozonização, há outras duas tecnologias comuns no mercado:

– A ionização, que é um sistema algicida e bactericida a base de eletrodos elétricos, mas que não elimina as cloraminas e ainda deixa metais residuais na piscina;

– E a tecnologia com ultravioleta, que é uma luz (em um comprimento de onda específico) que só tem ação no local de alcance, promete suspender praticamente todo o uso do cloro, mas só mata microorganismos, deixando urina, suor, excreções e quaisquer matérias orgânicas presentes na água.

Dentro deste contexto, Heise comenta: “Se estas tecnologias forem usadas sem cloro residual, como são pregadas, contaminantes como urina, secreções, suor, carga orgânica e cloraminas continuarão presentes nas águas das piscinas, colocando em risco a saúde dos banhistas”, releva.

Dentro desse contexto, a conscientização da população em relação à saúde e ao bem-estar torna as piscinas uma ótima opção desde que se tome alguns cuidados. “É imprescindível garantir as condições necessárias para proteger os banhistas. E para que isso aconteça, deve haver mais conscientização com relação ao tratamento da água e da necessidade do uso do cloro neste processo. Cabe aos órgãos públicos uma normatização que permita garantir e avaliar a eficácia dos tratamentos alternativos, assim como cabe à pessoa física ou empresa responsável pela manutenção, fazer a escolha priorizando sempre a saúde dos usuários”, finaliza.

Maiores informações: www.panozon.com.br

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