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Pesquisa indica que mais de 50% dos idosos têm falta de vitamina D

A vitamina, por meio das ações no intestino, rim, osso e glândulas paratiroides, é fundamental para o desenvolvimento de um esqueleto saudável

Pesquisa realizada pelo Delboni Medicina Diagnóstica sobre a dosagem de vitamina D na terceira idade detectou que mais de 50% dos idosos brasileiros têm falta de vitamina D.

A análise usou como amostra os 2.735 exames realizados entre o dia 20 de junho e o dia dez de setembro de 2012, com pacientes acima de 60 anos, sendo 2.156 (78%) mulheres e 579 (21,1%) homens. Como resultado principal, a pesquisa detectou que 53,6% das mulheres e 53,4% dos homens têm necessidade de reposição desta vitamina.

De acordo com a responsável pela pesquisa, Myrna Campagnoli, endocrinologista do Delboni, os valores de referência usados em exames de vitamina D são os seguintes: deficiência para menos de 20 ng/mL, insuficiência para 20 a 30 ng/mL, normal ou suficiência para 30 a 100 ng/mL e hipervitaminose (excesso) para acima de 100 ng/mL.

No público feminino pesquisado, 24% apresentaram deficiência, 30,3% insuficiência, 44,8% suficiência e 0,6% hipervitaminose. Já no público masculino, 21,4% apresentaram deficiência, 32% insuficiência, 46,3% suficiência e 0,3% hipervitaminose. “Vale ressaltar que, como o número de homens que realizaram a dosagem de vitamina D é muito inferior ao das mulheres, este problema pode ser ainda mais severo entre este público e estar sendo subdiagnosticado”, alerta a Dra. Myrna.

A especialista lembra que os idosos que apresentam falta de vitamina D têm a necessidade de um tratamento com reposição da vitamina por meio de remédios e também com o estímulo da exposição solar como atividades físicas e banhos de sol.

Vitamina D

Myrna Campagnoli explica que a vitamina D, por meio das ações no intestino, rim, osso e glândulas paratiroides, é um hormônio fundamental para o desenvolvimento de um esqueleto saudável. A vitamina D é formada na pele pela ação dos raios solares ou obtida através dos alimentos como leite e seus derivados, óleo de fígado de bacalhau, peixes e camarões. A deficiência de vitamina D, que é bastante comum em idosos, tem sido relacionada a um aumento da incidência de quedas, a uma diminuição da força muscular e a uma deterioração do equilíbrio, por causa de uma oscilação do corpo na postura ereta. “As pesquisas têm indicado que a suplementação associada de cálcio e vitamina D em idosos deficientes contribui para melhorar aspectos da função neuromuscular”, revela.

A endocrinologista também lembra que a eficiência de vitamina D é considerada um dos principais determinantes da osteoporose senil. “Estudos também têm mostrado uma relação entre o diabetes e a falta de vitamina D”, complementa. A orientação da Dra. Myrna é incluir pelo menos 15 minutos de banho de sol na rotina diária, prioritariamente até as 10h da manhã e depois das 16h.

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