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Crise dos 40 anos, como evitar

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*Por Daniela Yole Pereira

Na rotina das mulheres chegando aos 40 anos, os sábados se tornam momentos preciosos para se dedicar aos cuidados com a beleza. É um pequeno intervalo na rotina das mulheres modernas que trabalham, estão casadas ou solteiras, com ou sem filhos que as faz lembrar-se da sua feminilidade. É um carinho semanal na sua vaidade. Caros filhos e maridos/namorados: respeitem esse momento, ele é importante.

Aos 30 anos a natureza é generosa com as mulheres, a pele ainda não brigou com o colágeno, e com algumas exceções, a maioria das “balzaquianas” só tingem os cabelos por vaidade e não pela vergonha dos tão temidos cabelos brancos. A medicina já disse tudo sobre o corpo de uma trintona: tudo em cima e em alta, a própria tradução da beleza.

Os anos se passam… E as mulheres entram na crise dos 40. Por que crise na idade onde a mulher está na sua melhor fase?

Aos quarenta, a maturidade faz todas as inseguranças parecerem menores, você passa a valorizar melhores ângulos do seu corpo ao invés de criticar tudo como fazia quando era mais nova.

Nossos erros só contribuíram para nos tornarmos mais amplas e seguras. O conhecimento acumulado nos tornou mais interessantes.

Tornamo-nos mais amigas das amigas, mais companheiras dos parceiros, mais competentes no trabalho e ainda assim insistimos em cair na crise dos 40.

É verdade que a pele vai perdendo o viço, o pique para as tarefas do dia a dia já não é mais o mesmo.

A parte mais cruel da crise dos 40 é o desgaste do rosto. Alguns dizem que o espelho é cruel, mas na minha interpretação é simplesmente uma questão matemática. Olhamos muito mais vezes para o nosso rosto no espelho durante o dia do que para o nosso corpo nu no mesmo.

A crise que chamo de “feminina” – ver dia a dia a ação do tempo em nossos rostos e corpos- vem acompanhada de reflexões e questionamentos sobre a vida profissional.

Para quem está no mundo corporativo são dúvidas como:

– Porque sou tão competente quanto o meu par masculino e continuo ganhando menos? Sem mencionar o fato de ter que gastar parte do meu salário, que os homens em geral não gastam, para estar bem vestida e bem cuidada.

– Como administrar a busca desenfreada para se manter atualizada e competitiva dentro da empresa e não abandonar a educação dos filhos e deixar a vida sexual murchar?

Para as profissionais que estão dirigindo seus próprios negócios, as reflexões são:

-Como diminuir um pouco o ritmo de trabalho e ter mais tempo para filhos, marido e tratamentos estéticos? Afinal, ter o seu próprio negócio deveria dar esse tipo de liberdade, pelo menos é o que todos pensam ao iniciar um.

As brasileiras tem um mau hábito de querer ser “super mulheres”. Estamos sempre buscando ser melhores mães, filhas, profissionais, amantes, companheiras, amigas, queremos ser as melhores em todos os âmbitos de nossas vidas.

O resultado disso é uma imensidão de mulheres estressadas, sofrendo de depressão, síndrome do pânico, com ataques de ansiedade, doenças coronárias, diabetes, obesidade etc…

A brasileira quer ficar linda, cuidar bem dos filhos, ser a melhor esposa, melhor profissional, ser a mulher mais inteligente, bem informada, ter um círculo social borbulhante e uma vida sexual criativa. Por isso estamos cada vez mais doentes, queremos ser sobre-humanas, heroínas, buscando levar uma vida semidivina.

Precisamos aceitar nossas limitações e resgatar a nossa humanidade. Esquecer que as mulheres que vemos nas novelas e filmes (com cabelos sempre impecáveis feitos por cabelereiros profissionais e corpos malhados), não têm um time de geração Y para motivar durante uma jornada de 10 horas de trabalho e ainda chegar em casa e ajudar seu filho com a lição da escola. Valorizar o que é real e possível e não o que vemos em revistas a base de Photoshop.

Com a evolução da medicina, da cosmetologia, as mulheres estão envelhecendo mais tarde e melhor! Basta cuidarmos da nossa saúde mental e sermos menos rigorosas.

Resgatar nossa humanidade é aceitar que o corpo de uma mulher de 30 anos é o corpo de uma mulher de 30 anos e que nossos corpos quarentões são o resultado de 40 anos de vida que devem ser celebrados e elogiados, e não criticados e comparados.

O nosso envelhecimento deve vir acompanhado de bom humor, que também retarda a velhice. Vamos tirar “sarro” dessa nova fase, rir dos nossos “defeitinhos”: quem nunca deu um “tchauzinho mixurica” porque o tríceps está molinho?

A mulher de 40 precisa aprender a rir de si mesmo para poder viver mais 40 com dignidade e qualidade de vida. Vamos queimar as fantasias de super mulheres!

*Daniela Yole Pereira é Gerente de Marketing da Allied Advanced Technologies. É graduada em Administração de Empresas pela PUC- SP, Pós Graduada em Marketing pela New York University e MBA em Marketing pela ESPM.

Seu hobby é escrever para relaxar!

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