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Especialista em inteligência emocional fala sobre a Morte Emocional

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“Não deixe que a maior das dádivas que temos como seres humanos, a de emocionar-se, se asfixie dentro de você mesmo, provocando sua “morte emocional. Pessoas de oitenta anos podem ter mais disposição e vitalidade que uma de vinte. As emoções são responsáveis pela energização dos nossos órgãos vitais”

Muitas pessoas já ouviram falar em morte cerebral, que acontece quando alguém sofre um traumatismo craniano ou um acidente vascular, provocando a morte das funções cerebrais apenas, mantendo-se os demais órgãos do corpo em funcionamento com a ajuda de aparelhos.

Nesses casos, o corpo não responde mais a quaisquer estímulos, vivendo um estado idêntico a de um vegetal, e por isso é chamado de “estado vegetativo”.

E então, quando isso ocorre em alguns países, são desligados os aparelhos, com a autorização da família. A isso se dá o nome de eutanásia.

Com o passar do tempo, pude observar que muitas pessoas, mesmo sem uma morte cerebral, não respondem a quaisquer estímulos.

É como se fossem verdadeiros robôs, sem expressão, sem brilho, sem calor, sem vida e incapazes de sentir emoções.

Essas pessoas, sem se darem conta, criaram uma espécie de parede invisível em volta delas mesmas com a finalidade de se protegerem da dor e do sofrimento, mas com isso provocaram o falecimento de um conjunto de funções tão indispensável quanto o próprio cérebro.

Assim como o tato, o olfato, a visão e a audição são os recursos que o corpo tem para sentir a vida através do toque, do cheiro, imagens, dos sons e uma dezena de outras funções cerebrais são responsáveis pela compreensão desses sentidos.

E deles decorrem, com igual importância, a sensibilidade e o desejo, que são molas propulsoras para que uma pessoa tenha vontade de viver, de criar, de amar e de ser feliz.

Um fato traumático pode provocar seqüelas tão graves em uma pessoa quanto um traumatismo craniano, bloqueando a capacidade de uma pessoa de sentir emoções, ao que intitulo de “morte emocional”. Essa pessoa está viva, mas não sente absolutamente nada.

Se sente imune à raiva e à tristeza, como se fossem sentimentos desprezíveis e por fazerem lembrar de momentos ruins, mas também se afastam, conseqüentemente, da alegria e da felicidade, que são o lado oposto da mesma moeda.

Bloquearam o coração ou o cérebro, seja lá o que for do ponto de vista científico, pois prefiro me ater somente às seqüelas emocionais, e se transformaram no homem de lata do conto “O Mágico de Oz”, deixando de experimentar o verdadeiro prazer de estar vivo, que é saborear todas as sensações, o verdadeiro “tempero” da vida.

O medo de sentir dor os afasta da alegria e das infinitas possibilidades e oportunidades que a vida nos dispõe. Se isso está acontecendo com você, não deixe que a maior das dádivas que temos como seres humanos, a de emocionar-se, se asfixie dentro de você mesmo, provocando sua “morte emocional”.

Pessoas de oitenta anos podem ter mais disposição e vitalidade que uma de vinte. As emoções são responsáveis pela energização dos nossos órgãos vitais. Assim como um enfarto pode se provocado por reiterado acúmulo de estresse, que, aliás, nada mais é do que uma subproduto de uma raiva não digerida, uma boa dose de alegria todos os dias pode manter saudáveis sua mente e seus órgãos vitais.

Aceite sua dor, enfrente o medo, a insegurança, e viva uma sensação de vitalidade por ter se superado dia após dia. Isso que nos traz a verdadeira alegria e felicidade.

Nos feriados de finados, além de homenagear as pessoas que já se foram, perceba quantas outras estão ao seu lado e estão deixando de viver e de aproveitar a vida, como se já estivessem mortas.

Ajude essa pessoa, que pode estar dentro de você mesmo, a se libertar dessa morte em vida. Procure novos significados para os fatos traumáticos que possam ter bloqueado suas emoções.

Concentre-se nisso e você poderá viver os próximos dias e anos com muito mais felicidade, o que lhe dará muitos mais anos de vida, energia e vitalidade.

Aproveite esse dia para renascer para uma vida de grandes e fortes emoções.

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  • Polyana Vieira

    Concordo plenamente!

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