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Remoção de pintas: saiba qual é a hora certa de remove-las

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Pinta é o nome popular para uma lesão dermatológica denominada nevo melanocítico. Costumam ser planos ou elevados, com colorações que podem variar de um tom da pele até o preto. As pintas podem ser congênitas (presentes desde o nascimento) ou adquiridas (que surgem após o nascimento), e algumas podem, inclusive, apresentar pelos. “Os nevos podem ser pequenos, puntiformes, maiores ou até gigantes, atingindo grandes extensões do corpo”, diz o dermatologista Fernando Passos de Freitas (CRM-106.504).

De acordo com o especialista, a maioria dos nevos é benigna. No entanto, isso não é uma regra e alguns podem se transformar em câncer de pele. “Por isso, é fundamental examinar as pintas e acompanhar evoluções para observar se houve alterações de tamanho, consistência e/ou coloração”, explica o médico.

Além disso, o conceito de que toda pinta de nascença é benigna, nem sempre procede. Em geral, toda pinta pode se transformar em câncer de pele, embora isso não seja o mais comum. Por isso, existem casos em que a retirada é indicada pelo dermatologista. “Para preservar a saúde do paciente, a retirada pode ser uma indicação segura, principalmente se a pinta estiver em uma região do corpo visível que, normalmente, fica exposta ao sol”, comenta o médico.

Mas a remoção só deve ser feita se houver algum risco à saúde. Em indicações puramente estéticas, nem sempre vale a pena trocar um sinal por uma cicatriz. De modo geral, as pintas são indicadas para remoção quando apresentam:

1. Características de malignidade:

Quando sofre modificação (crescimento ou alteração de cor) em um curto período de tempo;

Quando coça, arde, dói ou sangra;

Sinais escuros nas plantas dos pés, palmas das mãos, couro cabeludo, dentro da boca ou nas mucosas dos genitais;

Quando apresenta coloração variada, ou seja, em uma mesma pinta surgem cores diferentes como: preto, azul, cinza, esverdeado e tons de marrom;

Quando muda de tamanho: cresce ou diminui;

Quando as bordas passam a ficar irregulares;

Quando tem alteração assimétrica: antes era redondinha e começa a ficar assimétrica.

2. Localizadas em zonas inestéticas que traz constrangimento ao paciente: indicação puramente estética.

3. Quando há indicação de uma biópsia para o dermatologista confirmar um diagnóstico.

Diagnóstico e remoção

O dermatologista é o profissional qualificado para avaliar se uma lesão deve ou não ser removida. No consultório, por meio de um exame simples, o médico consegue diagnosticar um melanoma, mesmo em estágios iniciais. Isso é feito com um aparelho chamado dermatoscópio digital, que possui um sistema óptico capaz de ampliar as estruturas presentes na pele em até 200 vezes(imagens projetadas na tela do computador), permitindo a visualização de elementos não visíveis a olho nu.

A remoção é realizada com anestesia local, e a incisão é feita com bisturi ao redor da lesão, sendo que é importante deixar uma margem de segurança para que seja retirada totalmente. Em até sete dias, os pontos são retirados.

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