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Evite doenças de piscina em seu filho durante o verão

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Se após o banho de piscina, você notar uma bolinha no corpo do seu filho parecido com uma verruga, fique atenta! Ele pode ter sido contaminado pelo vírus Poxvírus, conhecido como molusco contagioso, e responsável por uma doença relativamente comum em crianças pequenas que frequentam piscinas de clubes. O nome molusco contagioso sugere que o vírus desenvolve, cresce e se espalhe rapidamente pela pele. Além disso, crianças portadoras de dermatite atópica podem ter mais propensão para a doença devido a uma baixa resistência natural da pele.

Segundo o dermatologista Fernando Passos de Freitas (CRM-106.504), em algumas crianças, o molusco contagioso se dissemina rapidamente chegando a centenas de lesões. Atingem principalmente o tronco e a raiz dos membros. “As lesões são, geralmente, assintomáticas, mas pode ocorrer prurido discreto. Com tamanhos diferentes e agrupadas, as lesões parecem com pequenas verrugas que, frequentemente, se tornam vermelhas e inflamam. Podem ser brilhantes ou ter uma pequena depressão no centro”, explica Freitas.

Embora seja mais comum em crianças, o molusco contagioso também pode acometer pessoas adultas. “Neste caso, as lesões localizam-se nos quadrantes inferiores do abdômen, região púbica, genitais ou na região interna das coxas”, destaca o dermatologista.

Males da piscina na infância

Em geral, as lesões de molusco contagioso não doem, não coçam e não costumam inflamar. “Qualquer parte do corpo pode ser afetada, porém, ainda é raro aparecer nas palmas das mãos e nas solas dos pés. Normalmente, a criança contaminada apresenta menos de 20 moluscos em várias partes do corpo”, ressalta o médico.

O problema pode ser verificado, entre duas a oito semanas, após a pele ter sido infectada pelo vírus. Normalmente, cada molusco contagioso sobrevive cerca de 6 a 12 semanas e desaparece. “O vírus é transmissível, por isso é fundamental evitar compartilhar objetos pessoais como toalhas, chinelos e roupas de banho. Em piscinas aquecidas, o problema pode ser mais frequente porque o calor e a umidade favorecem o seu desenvolvimento”, esclarece Freitas.

O vírus é diferente de outras doenças de pele, pois além de não provocar comichão, dor e infecção grave, também não deixa cicatrizes e, pode apenas, deixar a pele esbranquiçada por um tempo.

Como tratar o problema

Se você percebeu lesões na pele do seu filho não hesite em levá-lo ao dermatologista para comprovar o diagnóstico. “Existem outras doenças da pele com aspecto semelhante. Por isso, o exame do médico é imprescindível para se indicar o tratamento adequado”, aconselha o dermatologista.

Após a confirmação do diagnóstico, o tratamento consiste na destruição das lesões que pode ser feita por meio das seguintes técnicas: eletrocoagulação, criocirurgia, curetagem, cauterização química ou expressão manual. “É indicado iniciar o tratamento assim que surgirem as primeiras lesões, evitando a disseminação. E é necessária a internação para realizar o tratamento com anestesia, devido ao incômodo causado pelos métodos de remoção”, recomenda Freitas.

Em casa, ao notar o problema, as medidas emergenciais são não compartilhar toalhas, panos e outros objetos que tenham sido tocados pela pessoa infectada pelo vírus. “Evitar o contato direto, cobrir a área afetada pelo molusco contagioso e incentivar a criança a não coçar o local já são atitudes importantes para que o vírus não se espalhe e, logo, desapareça”, avisa o especialista.

Pele saudável na piscina

Para seu filho aproveitar um banho de piscina saudável longe desses perigos para a pele, o dermatologista lista algumas dicas essenciais:

• Não toque, esprema ou coce as lesões cutâneas elevadas.

• Cubra as lesões com roupa ou com gases. Lembrando que o curativo deve ser trocado diariamente e sempre que estiver sujo.

• Evite compartilhar toalha e frequentar a piscina com outras crianças para que não ocorra a proliferação do vírus.

• Use sempre chinelos e evite o contato direto da pele com os objetos.

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