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Mamãe: eu sou gordo?

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Guia prepara pais para conversas difíceis com as crianças sobre peso e saúde

Fevereiro de 2013 – Seu filho chega da escola devastado porque outras crianças estão zombando dele pelo fato de ele estar muito acima do peso. Você já notou que ele ganhou peso, mas você não tem certeza de como abordar o assunto. Então, ele vai direto ao ponto: “Eu sou gordo?”.

Se você já foi pego de surpresa por uma pergunta como esta, sabe muito bem que muitos pais lutam com o que responder e como fazer isto. Não é de admirar. Pergunte a adultos que têm lutado com problemas de peso há muito anos e ouvirá histórias de horror sobre comentários insensíveis que eles ouvem desde que eram crianças. E olha que muitos comentários eram destinados “a ajudar”…

Compreensivelmente, os pais de hoje estão preocupados em dizer a coisa certa, evitando machucar a autoestima do filho, ou pior, provocando um distúrbio alimentar.

O excesso de peso é cada vez mais uma preocupação para os pais. Uma pesquisa da Universidade de Michigan descobriu que a obesidade infantil é a segunda maior fonte de preocupação dos pais sobre a saúde dos filhos, perdendo apenas para a falta de exercícios.

“No entanto, quando os pais buscam ajuda para falar com seus filhos sobre temas difíceis como sexo ou drogas, eles encontram uma série de ferramentas úteis. Já quando a busca é sobre informações a respeito do peso, as informações não vão muito além de conselhos simples, tais como ‘comer menos, fazer mais exercícios físicos’. E isso não é suficiente para ajudar as famílias que enfrentam esse grave problema de saúde”, afirma o pediatra Moises Chencinski (CRM-SP 36.349).

Um guia para aprimorar o diálogo

Tentando ajudar, A Aliança para parar a obesidade, ONG americana, criou um guia online para falar sobre peso, saúde, imagem corporal e obesidade familiar para pais e adultos que cuidam de crianças de 7 a 11 anos de idade. A publicação oferece aos pais do “mundo real” respostas em linguagem clara a perguntas sobre problemas de peso – incluindo a compreensão do que é o IMC (Índice de massa Corporal) – bullying, preconceito de peso e obesidade na família.

A obra foi escrita e revisada por especialistas em pediatria, obesidade e psicologia. Ao invés de focar em encontrar a raiz da obesidade ou colocar a culpa em alguém, o guia oferece informações práticas para que os pais lidem com responsabilidade com as muitas “saias justas” provocadas pela obesidade.

Segundo a publicação, alguns dos segredos para que este diálogo entre pais e filhos seja bem-sucedido abrangem:

· Reconhecer o problema e agradecer o seu filho por compartilhar seus sentimentos com você, pois isto contribui para construir uma relação de confiança e segurança;

· Fazer perguntas diretas às crianças para facilitar a expressão dos sentimentos infantis;

· Pontuar que o peso é uma questão de saúde, não de aparência;

· Permitir que seu filho conheça os desafios e os esforços necessários para emagrecer e ser saudável, não deixando de enfatizar os benefícios de estar em melhor saúde;

· Oferecer ajuda e se juntar à criança no desafio de ser mais saudável, criando um ambiente favorável em casa.

O discurso sobre a obesidade

Por que o medo, quando o assunto é o peso? Por que os pais lutam para encontrar as palavras certas para dar uma resposta sobre peso às crianças? “Não há dúvida que a discussão sobre o peso é desconfortável e complexa. Mas num momento em que a obesidade é um dos problemas de saúde mais urgentes em nossa sociedade, este é um assunto que não pode ser ignorado”, defende o médico.

Para Chencinski, “todo relacionamento pai-filho é único, e só um pai pode saber o que vai funcionar melhor para o seu filho. Nem toda sugestão do guia será relevante ou apropriada para todas as famílias, mas a esperança é que ele possa desencadear um diálogo amoroso sobre o tema peso e saúde. Vale a leitura. Baixe-o aqui: http://www.stopobesityalliance.org/ebook/weighin”, recomenda.

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