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7 coisas que a lipoaspiração não pode fazer por você

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Frequentemente, a lipoaspiração é procurada por pessoas que estão acima do peso.

01) É comum encontrar pessoas que pensam em fazer uma lipoaspiração com o objetivo de perder peso. “A cirurgia não é um método de emagrecimento”, afirma o cirurgião plástico Ruben Penteado, diretor do Centro de Medicina Integrada (CRM-SP 62.735);

02) A lipoaspiração é um procedimento destinado a remover apenas gorduras localizadas, como as que se encontram debaixo dos braços, nos quadris e na região abdominal. “É o tipo de gordura que dificilmente pode ser eliminado, mesmo com o auxílio de exercícios físicos e de uma nova dieta”, explica o médico;

03) A partir de 10% a mais do peso ideal, os resultados da lipoaspiração não são tão satisfatórios. “É importante entender que se trata de uma cirurgia de acerto de contornos e não deve ser encarada como um método para emagrecer. Há um limite de gordura que pode ser retirado. De acordo com as normas do Conselho Federal de Medicina, não se pode passar de 7% do peso corporal do paciente na lipoaspiração úmida e 5% de retirada de gordura na lipoescultura a seco”, explica Ruben Penteado, que é membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica;

04) Para pneuzinhos na barriga e nas costas, a lipoaspiração é a melhor solução? “De uma maneira geral, sim, mas a indicação cirúrgica só pode ser feita individualmente. A lipoaspiração é uma boa alternativa para eliminar gordura bem localizada, aquela que não é eliminada com dieta e exercícios. Um bom resultado depende também da pele do paciente, que precisa ter boa elasticidade e do peso relativamente adequado”, explica o médico;

05) Se eu fizer a lipoaspiração no fim de março, já vou perceber os resultados definitivos no final de abril? “Não. Apesar dos avanços técnicos que reduziram bastante o tempo de convalescença, os efeitos não são imediatos. O desaparecimento do inchaço e a reacomodação da pele podem demorar uns 30 dias. O resultado definitivo é percebido somente após seis meses e, em alguns casos, um ano, após a lipoaspiração”, observa Ruben Penteado;

06) A lipoaspiração elimina a flacidez da pele que sobrou? “Justamente por não eliminar a flacidez, esse procedimento deve ser realizado em pacientes que apresentem pele elástica e gordura localizada. Só nessas circunstâncias, após a retirada de gordura, a pele se retrai e se acomoda na região”, destaca o diretor do Centro de Medicina Integrada;

07) Após a lipoaspiração, se o paciente voltar a engordar, “os pneuzinhos” podem se formar em pontos próximos do local da lipoaspiração? “Depende de quanto o paciente engordar. A região lipoaspirada melhora o contorno corporal, por isso, se houver um aumento de peso, pequeno ou moderado, não ocorrerá perda do resultado. Por outro lado, se o paciente ganhar muito peso, as células de gordura restantes começam a armazenar os excessos”, diz Penteado.

Como é que vou saber se meu médico é ou não especialista?

R. Basta você consultar o site oficial da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (www.cirurgiaplastica.org.br). Ele oferece informações sobre os cirurgiões pertencentes à sociedade. Mas atenção: eles estão classificados em diferentes categorias — aspirantes, especialistas e titulares. Apenas os titulares passaram pelo teste de aprovação e só eles são especialistas e estão habilitados a realizar cirurgias plásticas.

Posso tirar toda a gordura extra?

R. Não. Há um limite máximo de retirada de acordo com cada paciente (mas, em geral, vai de 5 a 7% do peso corporal). O exagero pode debilitar o organismo porque junto com a gordura há também sucção de sangue. Converse com seu médico antes, fale de suas expectativas e ouça a avaliação de quanto pode ser removido do seu corpo.

Como é o dia seguinte? Dói?

R. Sim. Embora cada mulher reaja de modo diferente à dor, todas as ex-operadas declaram que sentiram dor. E a coisa piora porque a sensação fica mais perceptível no dia seguinte, quando o efeito da anestesia passa. Prepare-se para uns 15 dias de incômodo, mas saiba que os cirurgiões costumam indicar analgésicos durante o período.

Luisa Mell, apresentadora de TV, 27 anos

“Na adolescência, eu era bem gordinha. Depois que comecei a praticar exercícios e a ter uma alimentação saudável, emagreci 9 quilos. Meu corpo estava ok, mas tinha umas gordurinhas na cintura e na barriga que não saíam de jeito nenhum. Lembro que corria durante uma hora todos os dias, fazia mais de 100 abdominais, seguia uma dieta rigorosa, mas a banha não ia embora. Tinha tanto complexo que não usava miniblusa. Aos 22 anos, resolvi fazer uma lipo. A médica tirou 5 quilos de gordura da barriga, da cintura, das costas! O primeiro dia após a cirurgia foi horrível: sentia tanta dor que eu mesma me xingava de louca por ter feito aquilo comigo. Fiz repouso absoluto e precisava de ajuda até para ir ao banheiro. A dor só ficou tolerável no terceiro dia. Fiz drenagem linfática e usei cinta todos os dias durante dois meses — isso foi muito importante. Conheço garotas que relaxaram no pósoperatório e o resultado não ficou tão bom. Lembro que sentia uma coceira danada, mas, mesmo assim, não tirava a cinta. Como não podia coçar, muitas vezes levantei no meio da noite para tomar banho: era o único jeito do incômodo passar. Hoje, continuo malhando e seguindo uma dieta saudável. Não é só porque fiz lipo que posso comer de tudo, me descuidar, não é?”

Sabrina Sato, apresentadora de TV, 25 anos

“Sempre tive as coxas grossas, bumbum grande e peito muito pequeno. No colégio, em uma aula de biologia, um colega disse: “Professora, a Sabrina não é mamífero, ela não tem glândulas mamárias”. Fiquei complexada. Aos 21 anos, resolvi fazer a plástica. Optei por colocar 175 mililitros. Eu queria uma maior, mas minha mãe não deixou! Hoje agradeço a ela porque, se tivesse colocado mais, teria ficado muito grande! A operação foi tranqüila, mas o pós-operatório foi horrível. Eu chorava de dor. Durante três meses, mesmo com os seios doloridos, tinha que massageálos várias vezes por dia. Nos seis primeiros meses, o meu peito ficou muito duro. Não conseguia dançar e surfar porque estranhava aquele volume todo. Dormir de bruços também virou um problema, porque tinha medo de amassar o silicone. Aliás, só consegui dormir nessa posição dois anos depois da cirurgia. O curioso é que o resultado final só apareceu mesmo um ano depois, quando os seios finalmente desincharam. Enquanto isso não acontecia, eu achei que a prótese estava grande demais. Então, pela dificuldade na adaptação e por achar que tinha exagerado no tamanho, cheguei a me arrepender de ter operado. Hoje, estou satisfeitíssima com o resultado.”

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