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Treino para obesos deve ser focado em melhorar a saúde

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Prevenir o sedentarismo e criar um programa de emagrecimento multidisciplinar são formas de atingir os objetivos do aluno.

Setembro de 2013 – Uma das grandes preocupações dos profissionais da saúde atualmente está no aumento constante dos níveis de obesidade no mundo em pessoas de diversas idades. Para tratar do problema, é preciso agir de forma globalizada, com uma equipe multidisciplinar que vai criar um programa de emagrecimento que inclui desde reeducação alimentar até atividade física para incrementar a queima calórica dessa população. A perda de peso, para os obesos, acaba sendo apenas uma consequência do tratamento, já que a saúde, em escala máxima, deve ser o foco do programa, segundo Fernando “Fofão” Vieira, da empresa Keep Going e criador do programa Obesidade Ativa (OBA!), no Rio de Janeino (RJ).

“Antes de pensar em emagrecer, é preciso pensar em reter e aderir fortemente esse indivíduo na prática de atividades físicas para o resto da vida dele”, afirma Fofão.

Metas diárias

O professor das Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU), Aylton Figueira Jr, destaca que é preciso pensar em metas quando se trabalha com a população obesa e que estudos mostram que metas de perda de peso muito rápidas não são saudáveis e, quanto mais rápido for o emagrecimento, maiores as chances de recuperação do peso.

Depois de avaliar as condições de saúde do obeso, checando suas condições cardiovascular, ortopédica e a existência de doenças metabólicas como diabetes ou resistência à insulina, o profissional de educação física, junto da equipe multidisciplinar que cuida desse obeso, deve colocar metas diárias, como por exemplo, fazer um déficit diário de 1000 calorias/dia, sendo 500 cal na dieta e mais 500 cal na prática de exercício, por exemplo, ou 800 cal na dieta e 200 cal no exercício, de modo a não ter impactos negativos na saúde, como a redução de massa muscular e economia metabólica.

O profissional de Educação Física

Fofão destaca que muitos profissionais de educação física sentem preconceito quanto ao aluno obeso e, dessa forma, acabam não o atendendo da forma adequada e não colaboram para que ele se sinta estimulado a dar prosseguimento nas atividades físicas.

“O profissional tem que ser emocionalmente sensível e treinado para não fazer os clientes se sentirem piores. Precisa existir um treinamento diferenciado para os profissionais que forem trabalhar diretamente com os alunos obesos”, diz o profissional. Fofão destaca ainda que a academia também deve estar preparada para receber o aluno com sobrepeso, pensando nas modificações estruturais, como catracas maiores, bicicletas ergométricas mais largas, esteiras que comportem o peso desse aluno. “Procure pensar em qualquer barreira física que possa existir, como entradas giratórias e escadas de piscina muito estreitas, banheiros com escaninhos apertados, etc. A falta de roupas de ginástica de tamanho grande pode ser uma barreira para muitos obesos que desejam iniciar um programa de exercícios também e manter um estoque de roupas GG nas butiques demonstra que eles são bem-vindos e que você se importa com as necessidades dele, porque no momento que ingressa na academia, o obeso vai avaliar os sinais, para verificar se é aceito naquele ambiente.”

Escolha dos exercícios

Na hora de colocar os alunos para treinar, é preciso combinar exercícios aeróbicos e de força. “O treino com pesos perde, aproximadamente, de 3 a 4 calorias por kg de peso corporal. No aeróbico, pode perder, de modo moderado, aproximadamente de 5,5 a 6 kcal por kg de peso, o que corresponde a 70 a 80% mais”, conta Figueira Jr.

Embora o treino aeróbio queime mais calorias, o treino de força se faz fundamental num programa de emagrecimento porque aumenta a força e preserva a massa muscular. “Com isso, ele consegue fazer uma atividade aeróbica por mais tempo ou até de forma mais vigorosa. Além disso, o treino com pesos previne lesões e ajuda a ficar mais tempo se exercitando de forma mais intensa”, destaca o professor da FMU.

Para Fofão, é possível até colocar cadeiras de ferro dobráveis na sala de ginástica para que o aluno possa alternar o treino em pé e sentado, para trazer mais segurança. “Pelo fato de eles possuírem maior massa corporal, a velocidade das músicas, por exemplo, devem ser mais lentas, ficando na faixa de 90 a 130 BPMs”, indica.

Atenção especial

Figueira Jr diz que a obesidade está ligada a diversas variáveis, dentre as quais, a quantidade de horas de sono. “Quanto menos o indivíduo dorme, maior a tendência de engordar, porque durante a noite as células precisam descansar, incluindo as de gordura e, como elas não descansam, ficam trabalhando e um desses trabalhos é acumular energia. Esse processo tem uma relação endócrina importante com os centros de apetite. Uma dica, então é não ter TV no quarto.”

Passar só uma hora na academia também não é suficiente se durante o resto do dia a pessoa obesa fica sentada ou deitada. É preciso se conscientizar de que é necessário se mexer o dia todo. “A somatória do tempo sentado é que é o problema”, ensina.

[Portal EF]

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